Companheiras e companheiros
As eleições do PT são muito importantes na definição de nossa vida partidária. De certa forma, este PED dá continuidade ao ciclo de resistência e vitória construído pelos 315 mil filiados e filiadas que votaram em 2005, por todos que participamos do 13º Encontro e do 3º Congresso e da vitoriosa campanha de 2006, que foi um marco de unidade partidária.
Muitos militantes petistas que atuam em movimentos sociais, sindicatos, governos municipais e estaduais, no governo federal e nos parlamentos, me honram com seu apoio à minha candidatura a mais um período como Presidente Nacional do PT. Neste PED, porém, as eleições de todas as novas direções são muito importantes e, por isso, peço que você leia esse jornal com atenção e observe as propostas e candidaturas apresentadas aqui.
O 3º Congresso demonstrou o vigor de nossa militância e a sua disposição de participar da gestão do partido, decidindo pela criação da Escola Nacional do PT, que será responsável pela nossa política de formação, pela implantação do Orçamento e Planejamento Participativo e também do nosso Sistema Nacional de Comunicação.
É preciso que aproximemos a direção nacional das direções estaduais e que criemos uma estrutura coletiva de gestão financeira, promovendo, também, uma reforma orçamentária que distribua melhor os recursos com os diretórios estaduais, municipais e zonais.
Precisamos elaborar um Código de Ética para o partido logo no início da gestão, sabendo que sua aplicação ganhará força à medida que estiver somada a uma efetiva política de formação de nossos militantes, à defesa e realização de uma reforma política no país e ao cumprimento do nosso programa.
Vamos nos empenhar no fortalecimento de nossas instâncias, o que vale para os diretórios, para os setoriais e para o novo modelo de organização da juventude. Esse compromisso passa pela qualidade do diálogo que manteremos com os movimentos sociais, construindo agendas articuladas de lutas e ação legislativa.
As eleições de 2008 também devem ser vistas como prioridade. É papel da direção nacional acompanhar as prévias, a montagem das alianças e dar suporte político para as coordenações de campanha. O PT precisa sair forte das eleições, e isso significa mais do que vencer em muitas cidades. Nossa força em 2010 estará diretamente ligada ao desempenho eleitoral de 2008 e, também, ao vínculo do partido com a sua militância e sua capacidade de criar ações políticas de peso, com a marca da história do PT. Vamos mostrar nas próximas campanhas eleitorais e nas lutas cotidianas a real força do petismo, defendendo o governo Lula e suas conquistas e mostrando que muito mais pode ser realizado, com o povo mobilizado.
Por tudo isso, quero pedir seu voto e, mais essencial, convocá-lo a assumir o compromisso de fazer um PT ainda mais forte e mais unido. Juntos, continuaremos construindo um novo Brasil!
Ricardo Berzoini - 180