Em Montevidéu, resistência ao neoliberalismo demonstrará força

 

Jornada pela Democracia e contra o Neoliberalismo ocorrerá em novembro na capital uruguaia, reunindo movimentos sindicais e sociais do continente...

 

Entre os dias 16 e 18 de novembro, Montevidéu receberá a Jornada Continental pela Democracia e contra o Neoliberalismo. O encontro, segundo a secretária de Relações Internacionais do PT, Monica Valente, será uma demonstração de força da América Latina de toda a resistência ao neoliberalismo no continente.

As inscrições já estão abertas, e podem ser feitas por meio do site jornadacontinental.org. Segundo Valente, o principal articulador do encontro é a Confederação Sindical das Américas, mas diversosmovimentos sociais e populares também participarão.

O evento começará com uma greve geral de quatro horas dos trabalhadores uruguaios, e que culminará em um ato no obelisco, no centro de Montevidéu. O slogan é: nenhum passo para trás, nós, os povos, continuamos em luta.

“Queremos aprofundar nossa reflexão sobre como a lógica do capital se apropria da vida das pessoas e dos bens da natureza, a maneira como as grandes corporações e as grandes potências se beneficiam da concentração de riqueza e da exploração das maiorias e sobre como esses poderes se combinam para atacar a democracia e a soberania dos povos”, afirma a convocatória para o evento.

O primeiro encontro ocorreu em 2015, em Havana, quando a ofensiva neoliberal já se desenhava no continente. Desde então, ela ganhou força, sobretudo com o golpe à presidenta eleita Dilma Rousseff (PT) em 2016.

Valente explica que o primeiro encontro ocorreu em comemoração aos 10 anos de derrota da Alca – uma proposta de livre-comércio que privilegiava os Estados Unidos em detrimento dos países latino-americanos. Nessa primeira jornada, se reconheceu que outras ameaças pairavam sobre o continente, como o TISA e o acordo comercial do Transpacífico. “O neoliberalismo nos atacava de diversas formas, com acordos de livre-comércio de nova geração”, diz ela.

Além disso, diversos países que viveram anos sob governos de esquerda, passaram a ser administrados por governos de direita. Na Argentina, o neoliberal Maurício Macri ganhou as eleições em 2015. No Brasil, Michel Temer (PMDB) tomou o poder mediante um golpe. Na Venezuela, se intensificou o cerco ao governo de Nicolás Maduro. E no Chile, a presidenta Michele Bachelet sofre fortes pressões do capital transnacional.

A pauta de resistência à retirada de direitos trabalhistas terá força no evento. Segundo Valente, a aprovação dareforma trabalhista no Brasil repercutiu nos demais países do continente. Os governos neoliberais utilizam o argumento falacioso de que a mão de obra mais barata no Brasil vai prejudicar a competitividade em seus países e, com isso, buscam flexibilizar a própria legislação, explica a secretária.

No primeiro dia, um painel discutirá os ataques à democracia e ofensiva conservadora. Já no segundo dia, serão quatro oficinais temáticas, sobre tratados livre comércio que retiram soberania dos estados nacionais, papel das empresas transnacionais nas economias, democracia e soberania e integração regional. Acontecimentos recentes, como a morte do ativista Santiago Maldonado e a prisão da deputada argentina Milagro Sala estarão em debate.

“O evento junta um bloco social expressivo que luta contra o neoliberalismo, por justiça social, integração regional, e por um governo soberano”, diz ela.

Os partidos que compõe o Foro de São Paulo — cuja Secretaria-geral é do Partido dos Trabalhadores — foram chamados para o evento e aproveitarão a ocasião para, nos dias 19 e 20, realizarem uma reunião do grupo de trabalho.

 

 

 
 
Coordenação

Construindo Um Novo Brasil.

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É uma corrente interna do PT, da qual fazem parte alguns dos principais ministros do nosso governo e o próprio Luiz Inácio Lula da Silva, entre outros quadros importantes. A corrente nasceu em 1983, a partir do Manifesto dos 113, que buscou organizar o grande número de militantes...