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    <title>Notícias</title>
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    <dc:creator>construindoumnovobrasil@gmail.com</dc:creator>
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    <dc:date>2012-02-17T14:59:53+00:00</dc:date>
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      <title>Artigo: O mito do mensalão</title>
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      <description>Plat&amp;atilde;o, no seu mito da caverna, descreve uma situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o muito pr&amp;oacute;xima ao modo que uma parcela da nossa sociedade enxerga a a&amp;ccedil;&amp;atilde;o penal n&amp;uacute;mero 470 do Supremo Tribunal Federal, conhecida como processo do mensal&amp;atilde;o.Na alegoria criada pelo fil&amp;oacute;sofo, um grupo de indiv&amp;iacute;duos, dentro de uma caverna, olhava exclusivamente as imagens das sombras que, trazidas pela luz do mundo exterior, eram refletidas, tr&amp;ecirc;mulas, nas paredes de pedra. Todos pressupunham que aqueles espectros traduziam a realidade e ningu&amp;eacute;m olhava para fora da caverna, onde a vida se desenvolvia de fato.Com a proximidade do julgamento, as sombras do mensal&amp;atilde;o est&amp;atilde;o assumindo ares de realidade, enquanto o processo, as provas, as nossas leis e os princ&amp;iacute;pios constitucionais desaparecem de vista.De in&amp;iacute;cio, nada mais irreal do que a t&amp;atilde;o propagada urg&amp;ecirc;ncia na decis&amp;atilde;o para se evitar a prescri&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A pressa &amp;eacute; tanta que at&amp;eacute; mesmo a manifesta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um ministro no sentido de que pretende ler o caso &amp;eacute; vista como algo capaz de caducar toda a acusa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.Isso n&amp;atilde;o faz sentido algum, j&amp;aacute; que basta abrir o C&amp;oacute;digo Penal para ver que a pr&amp;oacute;xima data de prescri&amp;ccedil;&amp;atilde;o ocorrer&amp;aacute; somente no ano de 2015.Os ministros do STF tamb&amp;eacute;m s&amp;atilde;o alvos de vis&amp;otilde;es distorcidas. Desde o in&amp;iacute;cio do caso, antes da produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas, foram levianamente rotulados como partid&amp;aacute;rios da acusa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou da defesa.Ap&amp;oacute;s essa absurda classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, campanhas foram iniciadas com o fim de se evitar a aposentadoria dos julgadores tachados como pr&amp;oacute;&#45;condena&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Nada pode ser mais ofensivo e desrespeitoso com a trajet&amp;oacute;ria dos atuais ministros, que, sem exce&amp;ccedil;&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o cometem pr&amp;eacute;&#45;julgamentos. Ao contr&amp;aacute;rio: eles decidem com base nas provas, sempre respeitando a presun&amp;ccedil;&amp;atilde;o de inoc&amp;ecirc;ncia e a ampla defesa.Para quem quiser comprovar essa grata realidade, basta ligar a TV ou acessar a internet. Os julgamentos s&amp;atilde;o transmitidos ao vivo e as decis&amp;otilde;es s&amp;atilde;o disponibilizadas na &amp;iacute;ntegra no site do tribunal.Mas o status m&amp;aacute;ximo de mito do processo do mensal&amp;atilde;o veio com as recentes declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es de alguns destacados magistrados de segunda inst&amp;acirc;ncia, especulando que a ampla divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o pela m&amp;iacute;dia das investiga&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Conselho Nacional de Justi&amp;ccedil;a t&amp;ecirc;m como causa a imin&amp;ecirc;ncia do julgamento.Sem um &amp;uacute;nico ind&amp;iacute;cio ou argumento l&amp;oacute;gico, especulou&#45;se publicamente que as diverg&amp;ecirc;ncias internas do Poder Judici&amp;aacute;rio poderiam ser geradas por interessados em pressionar o STF na decis&amp;atilde;o de sua a&amp;ccedil;&amp;atilde;o penal mais famosa. Parece que tudo pode ser livremente atribu&amp;iacute;do ao processo do mensal&amp;atilde;o, com a mesma tranquilidade com que se dizia, diante de um n&amp;oacute; em crina de cavalo, que &quot;foi obra do Saci&quot;.Um mito &amp;eacute; sempre superdimensionado. Valendo a regra, dizem que a a&amp;ccedil;&amp;atilde;o do mensal&amp;atilde;o ir&amp;aacute; nos brindar com o julgamento da &quot;era Lula&quot;. Isso pode soar grandioso, mas n&amp;atilde;o &amp;eacute; verdade, pois o ex&#45;presidente j&amp;aacute; foi julgado politicamente nas elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es de 2006 e 2010. E, principalmente, porque o objeto do processo s&amp;atilde;o os fatos narrados na den&amp;uacute;ncia e as provas produzidas com as garantias pr&amp;oacute;prias de um Estado democr&amp;aacute;tico de Direito.Enquanto o mito do mensal&amp;atilde;o &amp;eacute; interpretado em sombras cada vez mais desencontradas, o processo judicial que representa a realidade dos fatos &amp;eacute; ignorado.Aqueles que bradam pela condena&amp;ccedil;&amp;atilde;o querem dist&amp;acirc;ncia das provas estampadas na a&amp;ccedil;&amp;atilde;o penal, que sempre foi p&amp;uacute;blica e est&amp;aacute; digitalizada. Sem deturpa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, &amp;eacute; fundamental para a democracia brasileira que o debate sobre o julgamento da a&amp;ccedil;&amp;atilde;o penal n&amp;uacute;mero 470 seja feito com responsabilidade, para que a nossa sociedade se torne cada dia mais preparada para enxergar a justi&amp;ccedil;a.Jos&amp;eacute; Luis Oliveira Lima &amp;eacute; advogado, s&amp;oacute;cio do Oliveira Lima, Hungria, Dall&quot;Acqua e Furrier Advogados.Rodrigo Dall&#39;Acqua &amp;eacute; advogado, s&amp;oacute;cio do Oliveira Lima, Hungria, Dall&quot;Acqua e Furrier Advogados.</description>
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
      <dc:date>2012-02-17T14:59:53+00:00</dc:date>
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    <item>
      <title>Cidadania cultural: comunicação e cultura em outro lugar</title>
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      <description>Talvez um dos principais desafios do Brasil atual seja consolidar uma no&amp;ccedil;&amp;atilde;o de cidadania cultural que v&amp;aacute; al&amp;eacute;m das conven&amp;ccedil;&amp;otilde;es que aprisionam as pol&amp;iacute;ticas de cultura em algum lugar entre educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, economia e pol&amp;iacute;ticas sociais. Um &amp;ldquo;n&amp;atilde;o&#45;lugar&amp;rdquo; que, silenciosamente, tenta interditar seus atores na disputa da agenda pol&amp;iacute;tica e das prioridades.Se &amp;eacute; assim para o Brasil, o que dizer de S&amp;atilde;o Paulo? Esta cidade &amp;eacute; hist&amp;oacute;rica e tradicionalmente uma cidade desigual e seu povo carrega as marcas da exclus&amp;atilde;o, a marca do impedimento ao acesso e &amp;agrave; produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de todos os tipos de bens, sobretudo os culturais. O reconhecimento desse quadro &amp;eacute; fundamental para alicer&amp;ccedil;armos o futuro.Temos aqui um quadro muito interessante. &amp;Eacute; poss&amp;iacute;vel perceber facilmente que os governos no Brasil se organizam de tal forma que encaixam a cultura num intervalo entre as pol&amp;iacute;ticas priorit&amp;aacute;rias e as estrat&amp;eacute;gicas: um espasmo te&amp;oacute;rico&#45;pol&amp;iacute;tico. Os governos no Brasil, via de regra, n&amp;atilde;o conseguem definir que responsabilidades e compromissos cabem &amp;agrave; Cultura no territ&amp;oacute;rio da gest&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica. Surge, a&amp;iacute;, um vazio tanto te&amp;oacute;rico quanto pol&amp;iacute;tico, resultando em flagrante fragilidade institucional e instabilidade or&amp;ccedil;ament&amp;aacute;ria.Aqui trago Marilena Chau&amp;iacute; para a conversa. Segundo ela, &amp;ldquo;para a esquerda, a cultura &amp;eacute; a capacidade de decifrar as formas da produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o social da mem&amp;oacute;ria e do esquecimento, das experi&amp;ecirc;ncias, das id&amp;eacute;ias e dos valores, da produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o das obras de pensamento e das obras de arte e, sobretudo, &amp;eacute; a esperan&amp;ccedil;a racional de que dessas experi&amp;ecirc;ncias e ideias, desses valores e obras surja um sentido libert&amp;aacute;rio, com for&amp;ccedil;a para orientar novas pr&amp;aacute;ticas sociais e pol&amp;iacute;ticas das quais possa nascer outra sociedade&amp;rdquo;.S&amp;atilde;o Paulo &amp;eacute; a cidade de maior diversidade social, cultural, &amp;eacute;tnica e religiosa do Brasil. A tarefa que se imp&amp;otilde;e &amp;agrave; cidade neste momento &amp;eacute; evidente: como fazer de S&amp;atilde;o Paulo uma cidade para todos, assegurando n&amp;atilde;o apenas diploma, casa e emprego, mas cidadania cultural. A cultura, aqui, n&amp;atilde;o se reduz ao sup&amp;eacute;rfluo, &amp;agrave; pregui&amp;ccedil;a, ao belo, mas se realiza como direito de todos, multiplicando a capacidade da cidade se reconhecer. Estamos falando da consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma vis&amp;atilde;o de mundo menos mercadol&amp;oacute;gica, menos consumista, menos ego&amp;iacute;sta, menos violenta.Cidadania cultural &amp;eacute;, portanto, o direito &amp;agrave; cultura: direito &amp;agrave; mem&amp;oacute;ria (que rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o a popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de S&amp;atilde;o Paulo tem com sua hist&amp;oacute;ria, seus museus, seu passado?); direito &amp;agrave; participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o (o tra&amp;ccedil;o autorit&amp;aacute;rio que n&amp;atilde;o reconhece a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o como ferramenta de consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o da democracia n&amp;atilde;o &amp;eacute; um elemento de nossa cultura?); direito &amp;agrave; produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o e frui&amp;ccedil;&amp;atilde;o cultural (expor a diversidade cultural de S&amp;atilde;o Paulo e do Brasil n&amp;atilde;o &amp;eacute; superar nossas velhas categorias centro/periferia e cultura de elite/cultura de massas?); direito &amp;agrave; comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o (h&amp;aacute; algo mais democr&amp;aacute;tico que a diversidade e a pluralidade de ideias circulando por todos os meios?).O problema central, aqui, n&amp;atilde;o &amp;eacute; a desimport&amp;acirc;ncia que partidos e governos dispensariam &amp;agrave; Cultura. Dizer isso seria uma meia&#45;verdade. O problema, de fato, est&amp;aacute; no tal &amp;ldquo;espasmo te&amp;oacute;rico&#45;pol&amp;iacute;tico&amp;rdquo; que condena a Cultura a um &amp;ldquo;n&amp;atilde;o&#45;lugar&amp;rdquo;. E isso tem de ser enfrentado de maneira corajosa e criativa, atacando as fragilidades na estrutura legal, no arranjo institucional e nas concep&amp;ccedil;&amp;otilde;es de pol&amp;iacute;ticas p&amp;uacute;blicas que organizam os diferentes governos. A emancipa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da gest&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica de cultura desse &amp;ldquo;n&amp;atilde;o&#45;lugar&amp;rdquo;, contudo, exige a rejei&amp;ccedil;&amp;atilde;o a tr&amp;ecirc;s solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es f&amp;aacute;ceis que lhes s&amp;atilde;o oferecidas com frequ&amp;ecirc;ncia:&amp;bull; Confundir Cultura com pol&amp;iacute;ticas assistencialistas, o que geralmente resulta na caricata ideia de que a &amp;ldquo;cultura combate a viol&amp;ecirc;ncia&amp;rdquo; e outros males, alimentando uma equivocada fragilidade institucional que relega os &amp;oacute;rg&amp;atilde;os de cultura aos menores lugares e or&amp;ccedil;amentos dos governos;&amp;bull; Reduzir a Cultura a um improv&amp;aacute;vel economicismo cultural, submetendo as pol&amp;iacute;ticas &amp;agrave; l&amp;oacute;gica e &amp;agrave; in&amp;eacute;rcia do capital, numa vis&amp;atilde;o mesquinha de democracia que valoriza o consumidor antes do cidad&amp;atilde;o; e&amp;bull; Curvar&#45;se &amp;agrave; robustez econ&amp;ocirc;mica e estrutural da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, aceitando, sem problematizar, que a cultura se transforme em benefici&amp;aacute;ria dos espa&amp;ccedil;os de entretenimento aos quais os or&amp;ccedil;amentos p&amp;uacute;blicos lhes convida e imperme&amp;aacute;vel &amp;agrave;s estrat&amp;eacute;gias de forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o que o Estado concebe.Para rejeitar esses tr&amp;ecirc;s caminhos, &amp;eacute; preciso aceitar o que sugere Marilena, que afirma que a gest&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica de cultura deve buscar desvelar o modo de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o da mem&amp;oacute;ria e do esquecimento, ou seja, iluminar as estrat&amp;eacute;gias sociais de domina&amp;ccedil;&amp;atilde;o e exclus&amp;atilde;o e, por outro lado, p&amp;ocirc;r &amp;agrave; mostra os atalhos de contesta&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;s ordens que se estabelecem. Este &amp;eacute; o centro do debate cultural.&amp;Eacute; por isso que, considerando as transforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es tecnol&amp;oacute;gicas, econ&amp;ocirc;micas e sociais pelas quais passamos, e tamb&amp;eacute;m o conservadorismo que tenta se cristalizar em nossa sociedade, n&amp;atilde;o se pode conceber o debate da cidadania cultural sem que se promova um encontro entre cultura e comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, ampliando o leque das pol&amp;iacute;ticas culturais para novos p&amp;uacute;blicos, novas pr&amp;aacute;ticas e novos valores e tentando transformar aquele &amp;ldquo;n&amp;atilde;o&#45;lugar&amp;rdquo; num espa&amp;ccedil;o privilegiado.Isso n&amp;atilde;o &amp;eacute; pouco e vai muito al&amp;eacute;m do debate formal de verbas, alian&amp;ccedil;as e organogramas. Ao propormos este caminho, estamos disputando os rumos da cidade e, portanto, o sentido que queremos dar ao futuro. Cultura e comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, sem d&amp;uacute;vida, devem ser consideradas como parte desta mesma utopia que, por ser repleta de possibilidades, &amp;eacute; plenamente fact&amp;iacute;vel.Glauber Piva &amp;eacute; formado em Ci&amp;ecirc;ncias Sociais pela USP e faz mestrado em Pol&amp;iacute;ticas P&amp;uacute;blicas e Forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o Humana na UERJ. Atualmente &amp;eacute; diretor da Ag&amp;ecirc;ncia Nacional do Cinema (Ancine).</description>
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      <dc:date>2012-02-15T13:28:57+00:00</dc:date>
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    <item>
      <title>Manifesto defende manutenção da aliança PT/PSB em João Pessoa</title>
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      <description>Filiados, dirigentes e parlamentares do PT, vinculados a corrente Construindo um Novo Brasil e aliados, apresentaram no &amp;uacute;ltimo dia 10 de fevereiro um Manifesto em defesa da manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Alian&amp;ccedil;a PT / PSB nas elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es municipais de 2012.&amp;nbsp;Leia:UMA ALIAN&amp;Ccedil;A COM HIST&amp;Oacute;RIA E COM FUTUROOs embates eleitorais que se avizinham exigem do PT e de cada um dos seus militantes uma profunda reflex&amp;atilde;o sobre esse momento hist&amp;oacute;rico da Para&amp;iacute;ba e o que nossa op&amp;ccedil;&amp;atilde;o partid&amp;aacute;ria representar&amp;aacute; para o projeto pol&amp;iacute;tico que vem mudando o Brasil, a Para&amp;iacute;ba e Jo&amp;atilde;o Pessoa.Conquistamos nos &amp;uacute;ltimos anos a maturidade democr&amp;aacute;tica, alcan&amp;ccedil;amos a estabilidade econ&amp;ocirc;mica e a responsabilidade fiscal. O Brasil se transformou em respeitado protagonista internacional. Tornamos mais justa a distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o da renda e estamos vencendo a luta contra a mis&amp;eacute;ria. O Brasil melhorou e o PT se fez parte importante e imprescind&amp;iacute;vel dessa mudan&amp;ccedil;a.Os avan&amp;ccedil;os j&amp;aacute; consolidados n&amp;atilde;o diminuem os desafios que se p&amp;otilde;em.Na Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e na Sa&amp;uacute;de, na Assist&amp;ecirc;ncia Social, no saneamento b&amp;aacute;sico e na infra&#45;estrutura geral que d&amp;ecirc; suporte ao desenvolvimento de nossa economia que j&amp;aacute; &amp;eacute; hoje a sexta do mundo. Mas, sobretudo, na conquista da inclus&amp;atilde;o social de todos os brasileiros, que tem sido a principal marca hist&amp;oacute;rica dos governos do PT e se constitui em balizamento indiscut&amp;iacute;vel de nossa atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o para os pr&amp;oacute;ximos anos.Esses s&amp;atilde;o horizontes de uma gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o inteira, mais que de um s&amp;oacute; governo ou de um &amp;uacute;nico partido. Mais ainda, s&amp;atilde;o objetivos estrat&amp;eacute;gicos de um partido que &amp;eacute; cada vez mais presente no dia&#45;a&#45;dia de todos os munic&amp;iacute;pios, mas cada vez mais nacional na formula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de suas pol&amp;iacute;ticas e na execu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de suas diretrizes.Nenhuma empreitada pessoal ou regional, por mais leg&amp;iacute;tima que pare&amp;ccedil;a ou mais louv&amp;aacute;vel que o seja pode se contrapor ao projeto nacional que o Partido dos Trabalhadores conduz com vis&amp;atilde;o hist&amp;oacute;rica e esp&amp;iacute;rito p&amp;uacute;blico, mais que simplesmente partid&amp;aacute;rio. A hist&amp;oacute;ria nos tem ensinado, o projeto nacional &amp;eacute; sempre um farol para clarear as iniciativas regionais. Interesses pessoais, de parlamentares ou mesmo de bancadas n&amp;atilde;o podem e n&amp;atilde;o devem se sobrepor ao projeto nacional.Foi o &amp;ecirc;xito do PT em seu projeto nacional que determinou o crescimento regional da legenda. At&amp;eacute; pela&amp;nbsp; presen&amp;ccedil;a significativa em quase todas as cidades&amp;nbsp; brasileiras, o que o faz o maior Partido do Pa&amp;iacute;s, o PT se distingue por sua indiscut&amp;iacute;vel capacidade de olhar o Brasil como um todo. Mesmo respeitando todas as diferen&amp;ccedil;as e peculiaridades locais, o PT l&amp;ecirc; o Brasil como um pa&amp;iacute;s.Protagonista indiscut&amp;iacute;vel e condutor das mudan&amp;ccedil;as de nossa terra, o PT teve o discernimento hist&amp;oacute;rico de entender que n&amp;atilde;o &amp;eacute; o &amp;uacute;nico porta&#45;voz das aspira&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos brasileiros por transforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es sociais nem o estu&amp;aacute;rio &amp;uacute;nico de suas esperan&amp;ccedil;as.Sem abdicar de seus princ&amp;iacute;pios, de sua hist&amp;oacute;ria e identidade program&amp;aacute;tica, o PT se abriu a alian&amp;ccedil;as com quem estivesse disposto a construir um Brasil com mais desenvolvimento e mais oportunidades, com mais justi&amp;ccedil;a e inclus&amp;atilde;o social.Com aliados de antigas caminhadas ou de percursos mais recentes, o PT est&amp;aacute; melhorando o Brasil, os Estados e as cidades que a hist&amp;oacute;ria nos reservou o papel de transformar.As mesmas raz&amp;otilde;es hist&amp;oacute;ricas que h&amp;aacute; anos re&amp;uacute;nem os partidos do campo da esquerda permanecem hoje, apenas fortalecidas pela convic&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;nbsp; de que a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es livres e democr&amp;aacute;ticas &amp;eacute; apenas um passo para a democracia de oportunidades, indispens&amp;aacute;vel para a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o do futuro com que sonhamos. Ontem como hoje queremos o Brasil como um Pa&amp;iacute;s de todos. Hoje como ontem acreditamos em que Pa&amp;iacute;s rico &amp;eacute; Pa&amp;iacute;s sem mis&amp;eacute;ria. A&amp;nbsp; justi&amp;ccedil;a social&amp;nbsp; &amp;eacute;&amp;nbsp; marca nossa. A&amp;nbsp; inclus&amp;atilde;o social &amp;eacute; nossa bandeira.N&amp;atilde;o h&amp;aacute; projeto local que justifique secundarizar essa miss&amp;atilde;o que o PT assumiu.N&amp;atilde;o h&amp;aacute; justificativas hist&amp;oacute;ricas, nem sequer pol&amp;iacute;ticas, que justifiquem a mudan&amp;ccedil;a de aliados no meio da jornada que h&amp;aacute; anos trilhamos.O PT e o PSB, por exemplo, de hist&amp;oacute;rias t&amp;atilde;o pr&amp;oacute;ximas que entrela&amp;ccedil;am a pr&amp;oacute;pria trajet&amp;oacute;ria de seus&amp;nbsp; l&amp;iacute;deres maiores, governam juntos cinco dos nove estados nordestinos e quatro capitais da regi&amp;atilde;o. N&amp;atilde;o &amp;eacute; a toa que o nordeste &amp;eacute; regi&amp;atilde;o que mais diminuiu a pobreza e a desigualdade social. Esta alian&amp;ccedil;a tem tamb&amp;eacute;m um presente muito forte.Em Jo&amp;atilde;o Pessoa, desde 2.005&amp;nbsp; partilhamos com o PSB a tarefa exitosa de tornar nossa cidade mais igual e mais justa, de cuidar da cidade e de sua gente, melhorando a infraestrutura e os servi&amp;ccedil;os urbanos, e imprimindo novos padr&amp;otilde;es &amp;eacute;ticos e administrativos na gest&amp;atilde;o da coisa p&amp;uacute;blica.PT e PSB partilham juntos projetos&amp;nbsp; e sonhos para o Brasil, para a Para&amp;iacute;ba e para nossa Jo&amp;atilde;o Pessoa. Juntos t&amp;ecirc;m viabilizado administra&amp;ccedil;&amp;otilde;es que s&amp;oacute; a partilha comum de princ&amp;iacute;pios e programas justifica e ampara. E que a hist&amp;oacute;ria legitima e chancela.Por que trocar de parcerias se o &amp;ecirc;xito do projeto comum produziu conquistas que nenhuma outra gest&amp;atilde;o anterior experimentou?&amp;nbsp;&amp;nbsp; Essa alian&amp;ccedil;a&amp;nbsp; de novo permitiu a Jo&amp;atilde;o Pessoa e a nosso Estado sonhar horizontes antes imposs&amp;iacute;veis. Por que negar a nossa terra esse elementar direito &amp;agrave; esperan&amp;ccedil;a?Essa alian&amp;ccedil;a tem hist&amp;oacute;ria. Essa alian&amp;ccedil;a tem futuro. E s&amp;oacute; se muda de alian&amp;ccedil;a quando se mudam os&amp;nbsp; projetos, os princ&amp;iacute;pios, os objetivos e os sonhos.&amp;nbsp;Filiados que assinam o Manifesto&amp;nbsp;Luiz Couto, deputado federalAnt&amp;ocirc;nio Barbosa, presidente do PT de Jo&amp;atilde;o PessoaBenilton Lucena, vereadorJorge Camilo, ex&#45;vereadorNelson Lira, ex vereadorJulio Rafael, superintendente do SEBRAE e Diret&amp;oacute;rio EstadualJackson Macedo, Executiva Municipal do PT de Jo&amp;atilde;o PessoaLindonjhonson Almeida, Executiva Municipal do PT de Jo&amp;atilde;o PessoaAntonio Junior, Executiva Municipal do PT de Jo&amp;atilde;o PessoaMaria de F&amp;aacute;tima. Executiva Municipal do PT de Jo&amp;atilde;o PessoaMaria Leide Cabral, Executiva Municipal do PT de Jo&amp;atilde;o PessoaPedro Clementino &amp;ndash; Pedrinho, Executiva Municipal do PT de Jo&amp;atilde;o PessoaAdalberto Alves, Diret&amp;oacute;rio Municipal do PT de Jo&amp;atilde;o PessoaAna Cl&amp;aacute;udia dos Santos, Diret&amp;oacute;rio Municipal do PT de Jo&amp;atilde;o PessoaAndr&amp;eacute; Luis Tertuliano, Diret&amp;oacute;rio Municipal do PT de Jo&amp;atilde;o PessoaMarcos Henrique, Secret&amp;aacute;rio Geral da CUT e Presidente do Sindicato dos Banc&amp;aacute;riosAgamenon Vieira, 1&amp;ordm; Presidente da CUT /PB e Diret&amp;oacute;rio Municipal do PT de Jo&amp;atilde;o PessoaAntonio Claret Diniz,&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Diret&amp;oacute;rio Municipal do PT de Jo&amp;atilde;o PessoaAntonio Jacome, secret&amp;aacute;rio Adjunto de Desenvolvimento Social e Diret&amp;oacute;rio Municipal do PT de Jo&amp;atilde;o PessoaCarlos Alberto Dantas Bezerra, secret&amp;aacute;rio de Estado e Diret&amp;oacute;rio Municipal do PT de Jo&amp;atilde;o PessoaEdvan da Silva, ex&#45;Presidente do PT e Diret&amp;oacute;rio Municipal de Jo&amp;atilde;o PessoaLuzia de Lima Ara&amp;uacute;jo, Diret&amp;oacute;rio Municipal do PT de Jo&amp;atilde;o PessoaMaria da Penha Gomes, Diret&amp;oacute;rio Municipal do PT de Jo&amp;atilde;o PessoaValber Dutra, Diret&amp;oacute;rio Municipal do PT de Jo&amp;atilde;o PessoaVaneide Rejane, Diret&amp;oacute;rio Municipal do PT de Jo&amp;atilde;o PessoaFrancisco Linhares, secret&amp;aacute;rio Municipal de Turismo e Diret&amp;oacute;rio Estadual do PT PBLucius Fabianni, secret&amp;aacute;rio Municipal do Desenvolvimento Urbano e Diret&amp;oacute;rio Estadual do PT PBMaria Aparecida Oliveira, Diret&amp;oacute;rio Estadual do PT PBMilton Ferreira, Diret&amp;oacute;rio Estadual do PT PBWallene Cavalcante, Diret&amp;oacute;rio Estadual do PT PBZeze Bechade, Diret&amp;oacute;rio Estadual do PT PBWalter Aguiar, ex Presidente do PT de Jo&amp;atilde;o PessoaRicardo Brindeiro, educadorNivaldo Pires, Movimento da Consci&amp;ecirc;ncia NegraElias Candido, ex&#45;sindicalista militante fundador do PTEben&amp;eacute;zer Andrade, militante dos Movimentos PopularesItalo Neto, Juventude do PTJo&amp;atilde;o Deon, militantes dos Movimentos PopularesJimmy Kleber, desportistaNildo Andrade, l&amp;iacute;der comunit&amp;aacute;rio e suplente do Diret&amp;oacute;rio Municipal PTDemas Joaquim, suplente de VereadorValdegil Daniel, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Jo&amp;atilde;o PessoaHermano Queiroz, ex&#45;Secret&amp;aacute;rio de Organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do PTCantalice, soci&amp;oacute;logo &amp;ndash; Ex&#45;candidato a vereadorLennin, Juventude do PTJo&amp;atilde;o Jales, Juventude do PT Erika Belmond, Juventude do PTMateus Bandeira, Juventude do PTAmanda Dias, diretora de Mulheres da UBESKassio Ferreira, Juventude do PTEmerson Caldas, sindicalistaPersio Dias, sindicalistaHermancita Trigueiro, advogadaJoelma Ferreira Neves, Movimento FeministaJose Moreira, Abra&amp;ccedil;o/PBCarlinhos de Mar&amp;eacute;s, l&amp;iacute;der comunit&amp;aacute;rioTarciano Paiva Felismino, advogadoIrimar de Oliveira, assessor parlamentarEdnaldo Henrique, assessor parlamentarEmanoel Nogueira, funcion&amp;aacute;rio p&amp;uacute;blico</description>
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
      <dc:date>2012-02-13T13:56:45+00:00</dc:date>
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      <title>PT 32 anos: Uma história de luta pelo Brasil</title>
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      <description>Fruto da &amp;ldquo;necessidade sentida por milh&amp;otilde;es de brasileiros de intervir na vida social e pol&amp;iacute;tica do pa&amp;iacute;s para transform&amp;aacute;&#45;la&amp;rdquo;, nascia h&amp;aacute; 32 anos o Partido dos Trabalhadores.S&amp;iacute;ntese de m&amp;uacute;ltiplas experi&amp;ecirc;ncias, ele reuniu na sua origem &amp;ndash; tendo Lula &amp;agrave; frente &amp;ndash; sindicalistas, militantes da esquerda armada, intelectuais, integrantes das comunidades eclesiais de base da Igreja Cat&amp;oacute;lica e estudantes, todos motivados inicialmente por uma aspira&amp;ccedil;&amp;atilde;o comum: o fim da ditadura civil&#45;militar.N&amp;atilde;o por outra raz&amp;atilde;o, neste anivers&amp;aacute;rio de 10 de fevereiro, decidimos homenagear o filiado n&amp;uacute;mero um do partido, Apol&amp;ocirc;nio de Carvalho, que completaria agora 100 anos.Her&amp;oacute;i da luta contra o franquismo nas Brigadas Internacionais, combatente da resist&amp;ecirc;ncia, na Fran&amp;ccedil;a, contra o nazifascismo e opositor de duas ditaduras no Brasil (a do Estado Novo e a de 1964), o general Apol&amp;ocirc;nio simboliza nosso compromisso com os ideais de democracia, liberdade e igualdade pelos quais viveu.Ao longo deste curto per&amp;iacute;odo hist&amp;oacute;rico, o PT ajudou a fazer democracia e a mudar a face do Brasil.Lideramos ou participamos de campanhas memor&amp;aacute;veis, como a das Diretas J&amp;aacute;, a da funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Central &amp;Uacute;nica dos Trabalhadores (CUT) e a do impeachment; compusemos nossas primeiras bancadas parlamentares; disputamos as primeiras elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es diretas; e inovamos nas prefeituras e nos governos estaduais com o modo petista de governar, cujos marcos s&amp;atilde;o a invers&amp;atilde;o de prioridades nos investimentos p&amp;uacute;blicos, a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o popular, a transpar&amp;ecirc;ncia e a gest&amp;atilde;o democr&amp;aacute;tica do territ&amp;oacute;rio.Finalmente, ap&amp;oacute;s v&amp;aacute;rias tentativas e muitos percal&amp;ccedil;os, um sonho se materializou: em 2002, elegemos Luiz In&amp;aacute;cio Lula da Silva, o primeiro oper&amp;aacute;rio a chegar &amp;agrave; presid&amp;ecirc;ncia da Rep&amp;uacute;blica.Desde ent&amp;atilde;o, com a sua recondu&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao posto e com a elei&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Dilma Rousseff, a primeira mulher presidenta do Brasil, o PT e um conjunto de partidos pol&amp;iacute;ticos e setores organizados da sociedade v&amp;ecirc;m promovendo uma verdadeira revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o democr&amp;aacute;tica no pa&amp;iacute;s. Com o rompimento do modelo neoliberal, cujos efeitos nefastos se propagam hoje por quase todos os pa&amp;iacute;ses, os governos liderados pelo PT fortaleceram o mercado interno, geraram milh&amp;otilde;es de empregos, distribu&amp;iacute;ram renda e protegeram o Brasil da crise.A valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do sal&amp;aacute;rio m&amp;iacute;nimo, o reconhecimento das centrais sindicais, a aposta no caminho do emprego, entre outros pontos da nova pol&amp;iacute;tica, possibilitaram que parcela expressiva da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o superasse a linha da pobreza.Hoje, com significativa aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a presidenta Dilma consolida e inova para atingirmos outro est&amp;aacute;gio no projeto nacional de desenvolvimento: crescer, preservar e incluir, sempre com democracia pol&amp;iacute;tica, econ&amp;ocirc;mica e social.Nesses 32 anos, o PT mudou com o Brasil. Mudou, mas n&amp;atilde;o mudou de lado. Continua fiel a seus compromissos origin&amp;aacute;rios, de construir uma sociedade igualit&amp;aacute;ria, sem explora&amp;ccedil;&amp;atilde;o, sem opress&amp;atilde;o, sem qualquer tipo de discrimina&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou preconceito. Para tanto, constituiu uma estrutura interna democr&amp;aacute;tica, apoiada em decis&amp;otilde;es coletivas, sem mandonismo nem caciques, pautadas pela vontade majorit&amp;aacute;ria das bases.No pa&amp;iacute;s, h&amp;aacute; os que querem avan&amp;ccedil;ar e n&amp;atilde;o podem e h&amp;aacute; os que podem mas n&amp;atilde;o querem. N&amp;oacute;s, do PT, temos vontade pol&amp;iacute;tica e for&amp;ccedil;a organizada para tanto.Por isso, queremos a reforma pol&amp;iacute;tica, a reforma agr&amp;aacute;ria, a democratiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o fim do imposto sindical, a reforma do Estado. A vit&amp;oacute;ria eleitoral, na campanha que se inicia, &amp;eacute; um passo nessa dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o social &amp;eacute; indispens&amp;aacute;vel. Afinal, h&amp;aacute; 32 anos o PT &amp;eacute; um partido que luta pelo Brasil.Rui Falc&amp;atilde;o &amp;eacute; presidente nacional do Partido dos Trabalhadores</description>
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
      <dc:date>2012-02-10T14:50:59+00:00</dc:date>
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      <title>Manifesto defende candidatura própria em João Pessoa</title>
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      <description>Leia abaixo manifesto, assinato por integrantes da CNB da Para&amp;iacute;ba, em favor da candidatura de Luciano Cartaxo para prefeito de Jo&amp;atilde;o Pessoa:Construindo um Novo Brasil &#45; CNB &#45; Manifesto aos petistas e &amp;agrave; sociedade&amp;Eacute; HORA DE RETOMAR O PROTAGONISMO PARTID&amp;Aacute;RIO! CANDIDATURA PR&amp;Oacute;PRIA A PREFEITO DE JO&amp;Atilde;O PESSOA EM 2012As elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es 2012 est&amp;atilde;o chegando e o debate sobre os rumos da cidade de Jo&amp;atilde;o Pessoa j&amp;aacute; toma conta da sociedade civil.O Brasil est&amp;aacute; crescendo e, com ele, o Nordeste. Infelizmente, a Para&amp;iacute;ba n&amp;atilde;o tem conseguido acompanhar a din&amp;acirc;mica brasileira, que chegou &amp;agrave; condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 6&amp;ordf; economia do mundo. Nossa cidade tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o consegue acompanhar a din&amp;acirc;mica das demais capitais nordestinas nem oferecer servi&amp;ccedil;os p&amp;uacute;blicos de qualidade para o povo. As for&amp;ccedil;as pol&amp;iacute;ticas locais come&amp;ccedil;am a se movimentar para o cen&amp;aacute;rio de disputas. O campo governista e a oposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o conservadora se armam para o enfrentamento, desqualificando o debate program&amp;aacute;tico e procurando enlamear os advers&amp;aacute;rios. Nosso partido, o PT, n&amp;atilde;o pode se furtar a enfrentar o debate.O PT &amp;eacute; uma importante for&amp;ccedil;a pol&amp;iacute;tica no munic&amp;iacute;pio de Jo&amp;atilde;o Pessoa. Aqui, nas elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es de 1992, 1996, 2000 e 2002, apresentamos candidaturas majorit&amp;aacute;rias com grande desempenho eleitoral. Ao mesmo tempo, Lula e Dilma Rousseff nunca perderam na cidade. Entre os deputados federais e estaduais mais votados aqui, h&amp;aacute; dois petistas. Temos tamb&amp;eacute;m forte interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o nos movimentos sociais e presen&amp;ccedil;a na vida cotidiana local, indicativos de que n&amp;atilde;o podemos ficar &amp;agrave; margem da linha de frente da disputa pol&amp;iacute;tica.E o que o PT deve fazer nesse cen&amp;aacute;rio? No nosso entender, partido &amp;eacute; para apresentar propostas de governo e candidaturas, como bem fazemos em n&amp;iacute;vel nacional. Existe amplo espa&amp;ccedil;o na cidade para propostas alternativas ao que a&amp;iacute; est&amp;aacute;. A cidade quer avan&amp;ccedil;os. N&amp;atilde;o quer voltar a um passado de privatiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o nem se manter sob o jugo de um pequeno &quot;coletivo&quot; que nela quer mandar e desmandar.Sem desconhecer a necessidade de alian&amp;ccedil;as que fortale&amp;ccedil;am nosso projeto em n&amp;iacute;vel nacional, o PT deve ser protagonista, especialmente na capital, que &amp;eacute; o &quot;farol&quot; da vida pol&amp;iacute;tica estadual. Quem n&amp;atilde;o lan&amp;ccedil;a candidatos n&amp;atilde;o forma quadros, n&amp;atilde;o cria novas lideran&amp;ccedil;as. Partido &amp;eacute; para debater teses, apresentar propostas e lan&amp;ccedil;ar candidatos. Partido &amp;eacute; para mobilizar e n&amp;atilde;o para viver no comodismo do poder.&amp;Eacute; hora de retomar o protagonismo petista na vida da sociedade pessoense, resgatando o debate pol&amp;iacute;tico interno, a interlocu&amp;ccedil;&amp;atilde;o com as for&amp;ccedil;as vivas da cidade e da Para&amp;iacute;ba, a exemplo dos movimentos populares, fazendo com que o PT volte a se constituir como um polo alternativo, program&amp;aacute;tico e eleitoral.Em Jo&amp;atilde;o Pessoa, dispomos de dois nomes capazes de liderar este projeto: os deputados Luiz Couto e Luciano Cartaxo. Como o primeiro abriu m&amp;atilde;o publicamente da postula&amp;ccedil;&amp;atilde;o e as pesquisas j&amp;aacute; indicam um bom posicionamento do segundo, entendemos que o nome de Cartaxo &amp;eacute; o melhor nesse momento para representar o PT nesta disputa, aglutinando outras for&amp;ccedil;as.Esta candidatura tem todas as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de obter bom desempenho eleitoral, especialmente se conseguir construir uma linha program&amp;aacute;tica para a cidade, fundada no modo petista de governar, com vis&amp;atilde;o estrat&amp;eacute;gica, investindo no desenvolvimento econ&amp;ocirc;mico com inclus&amp;atilde;o social e em pol&amp;iacute;ticas p&amp;uacute;blicas universais e de qualidade. O debate para a disputa de 2012 deve se centrar na constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de eixos estruturantes, pensando a cidade a longo prazo, com ampla interlocu&amp;ccedil;&amp;atilde;o social.&amp;Eacute; para contribuir com este processo que estamos lan&amp;ccedil;ando uma chapa ao Encontro de T&amp;aacute;tica Eleitoral do PT. Conclamamos os nossos filiados a cerrar fileiras em torno deste projeto. O PT n&amp;atilde;o nasceu para ser sublegenda. Nosso partido nasceu com voca&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o da sociedade. E para cumprir este papel temos que distensionar o ambiente interno, ao mesmo tempo em que n&amp;atilde;o podemos abrir m&amp;atilde;o de debater pol&amp;iacute;tica com &quot;P&quot; mai&amp;uacute;sculo.Nossa cidade tem jeito e tem futuro. Cabe aos seus cidad&amp;atilde;os tomar&#45;lhe as r&amp;eacute;deas. Se estamos construindo um novo Brasil, poderemos, com certeza, fazer muito mais em nossa urbis, construindo um munic&amp;iacute;pio antenado com os desafios do s&amp;eacute;culo XXI.&amp;nbsp;Agora &amp;eacute; a vez de Jo&amp;atilde;o Pessoa. Agora &amp;eacute; a vez do PT!Jo&amp;atilde;o Pessoa, 31 de janeiro de 2012.Subscrevem:Abdon Bandeira &#45; Servidor Federal e diretor do SINTSERF/PBAdalberto Fulg&amp;ecirc;ncio &#45; Servidor Federal e ex&#45;presidente do PT/PBAlberto Magno &#45; empres&amp;aacute;rioAline Machado &#45; Professora da UFPBAna Paula Rom&amp;atilde;o &#45; Professora da UFPBAnt&amp;ocirc;nio Medeiros &#45; Servidor do INCRAArnaldo Ferreira &#45; Servidor do INSSAurelino Sousa &#45; Servidor do INSSCarlos Bezerra &#45; EngenheiroCarlos Cartaxo &#45; Escritor, diretor de teatro e professor da UFPBCharliton Machado &#45; Professor da UFPB e ex&#45;secret&amp;aacute;rio&#45;geral do PT/PBCec&amp;iacute;lia Irin&amp;eacute;ia &#45; Dirigente da Cooperativa dos Motoqueiros&amp;Eacute;der Dantas &#45; Professor da UFPB e ex&#45;vice&#45;presidente do PT/Jo&amp;atilde;o PessoaEdson Franco &#45; Contador e Professor da UFPBEveraldo Chaves &#45; Professor, Servidor do INSS e diretor do SlNDSPREV/PBEveraldo Vasconcelos &#45; Diretor de Teatro e Professor da UFPBFernanda Benvenutti &#45; Servidora da sa&amp;uacute;de municipal e militante LGBTFernando Santos &#45; ContadorFlauber Santos &#45; Casa de Cultura Popular da TorreFrancisco Ramalho &#45; Servidor t&amp;eacute;cnico&#45;administrativo UFPBGeane Maria &#45; Servidora federal e dirigente do SINTSERF/PBHamurabi Duarte &#45; Telef&amp;ocirc;nico e ex&#45;presidente do PT/Jo&amp;atilde;o PessoaHeriberto Coelho &#45; Empres&amp;aacute;rio e Produtor CulturalIdevaldo Barbosa &#45; Servidor do INSS &#45; Dirigente do SINDSPREV/PB e da CUT/PBJo&amp;atilde;o F&amp;eacute;lix Neto &#45; Corretor imobili&amp;aacute;rioJoaquim Feitosa &#45; Professor da UFPBJoaquim Neto &#45; fisioterapeuta e ex&#45;presidente do PT/Jo&amp;atilde;o PessoaJosivaldo Gabriel &#45; Empres&amp;aacute;rioJoseane Morais &#45; EstudanteJos&amp;eacute; Francisco &#45; Servidor do Minist&amp;eacute;rio da Sa&amp;uacute;de e dirigente do SINDSPREV/PBLindemberg Medeiros &#45; M&amp;eacute;dico e Professor da UFPBLuciana Rangel &#45; Servidora t&amp;eacute;cnico&#45;administrativa da UFPB e dirigente SINTESPBLuiz de Souza J&amp;uacute;nior &#45; Professor da UFPB e ex&#45;presidente do PT de Jo&amp;atilde;o PessoaLuiza Naziazene &#45; Servidora do INSS e dirigente do SINDSPREV/PBMaria Bernadete &#45; Servidora aposentada do Minist&amp;eacute;rio da Sa&amp;uacute;de e dirigente do SINDSPREV/PBMaria da Salete &#45; Professora da UFPBMaria das Vit&amp;oacute;rias &#45; EducadoraM&amp;aacute;rio Ferreira &#45; Servidor do INSS e dirigente do SINDSPREV/PBRicardo Silva &#45; L&amp;iacute;der Comunit&amp;aacute;rio de MangabeiraRoberto Jarry &#45; Professor aposentado UFPBRonilson Paz &#45; Servidor do 1BAMAS&amp;eacute;rgio Fonseca &#45; Servidor INSSSeverino (Biu) Ulisses &#45; Servidor T&amp;eacute;cnico&#45;Administrativo da UFPBSimone Lira &#45; Servidora do INSSWamberto S&amp;eacute;rgio &#45; Servidor da ANVISAYuri Marinho &#45; Ge&amp;oacute;grafo e professorYuri Rachid &#45; Dirigente da Cooperativa dos MotoqueirosWilson Arag&amp;atilde;o &#45; Professor da UFPB e ex&#45;presidente da CUT/PBZilma Richardson &#45; Servidora T&amp;eacute;cnico&#45;Administrativa da UFPB</description>
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
      <dc:date>2012-02-09T20:13:13+00:00</dc:date>
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      <title>Banheiro para GLS é apartheid moderno</title>
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      <description>O vereador Carlos Apolin&amp;aacute;rio, que com todo o carinho s&amp;oacute; podia mesmo ser do DEM, &amp;eacute; autor entre outras coisas do projeto do Dia Municipal do Orgulho Heterossexual, que, pasmem, foi aprovado pelos nobres vereadores paulistanos e felizmente vetado pelo prefeito Gilberto Kassab.Agora, Apolin&amp;aacute;rio teve uma outra ideia sensacional. Est&amp;aacute; propondo uma nova lei para S&amp;atilde;o Paulo: a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de banheiros destinados a gays, l&amp;eacute;sbicas, bissexuais, travestis e at&amp;eacute; (vejam bem, at&amp;eacute;) heterossexuais.Se for aprovada, a proposta vai valer para shoppings, restaurantes, supermercados e cinemas, por exemplo. Todos esses espa&amp;ccedil;os ter&amp;atilde;o de se &amp;ldquo;adaptar&amp;rdquo; e ter um banheiro para esse p&amp;uacute;blico.Em poucas partes do mundo talvez tenha me emocionado tanto quanto no museu do Apartheid, em Joanesburgo, na &amp;Aacute;frica do Sul. Ali o visitante tem claro o que &amp;eacute; a l&amp;oacute;gica da segrega&amp;ccedil;&amp;atilde;o j&amp;aacute; no momento que compra o ingresso. O vendedor divide os casais, os grupos de amigos, as excurs&amp;otilde;es entre negros e brancos. Olha no seu rosto, diz a cor e lhe d&amp;aacute; o bilhete que o far&amp;aacute; ingressar por uma das duas catracas. A entrada dos brancos e a entrada dos negros.No museu h&amp;aacute; v&amp;iacute;deos, documentos, fotos etc. que v&amp;atilde;o dando ainda mais realidade ao que foi a segrega&amp;ccedil;&amp;atilde;o por diferen&amp;ccedil;a de cor no pa&amp;iacute;s. Os banheiros tamb&amp;eacute;m eram distintos. Para que n&amp;atilde;o ficasse t&amp;atilde;o explicita a separa&amp;ccedil;&amp;atilde;o pela cor, as placas nas portas falavam em cidad&amp;atilde;os europeus e n&amp;atilde;o europeus. Era a barb&amp;aacute;rie. Justificada tamb&amp;eacute;m por aqueles que a defendiam (h&amp;aacute; v&amp;iacute;deos de discursos dos defensores no museu) como instrumento para evitar conflitos.Na linha do que Apolin&amp;aacute;rio est&amp;aacute; fazendo ao defender seu projeto. Ele diz que &amp;ldquo;os direitos de uns n&amp;atilde;o podem ferir os direitos dos outros&amp;rdquo;. Ou seja, um homossexual quando entra num banheiro que na sua opini&amp;atilde;o &amp;eacute; mais adequado &amp;agrave; sua identidade est&amp;aacute; ferindo o direito alheio. &amp;Eacute; a justificativa da segrega&amp;ccedil;&amp;atilde;o.Se alguma mulher achar inconveniente o fato de um homossexual ou travesti estar no banheiro feminino, o problema &amp;eacute; ela. Se um homem achar o mesmo, idem. Pessoas assim em geral se incomodam ainda hoje com o fato de a sua empregada usar o &amp;ldquo;banheiro da fam&amp;iacute;lia&amp;rdquo;. E acham que seria o caso de a gente voltar a ter elevadores de servi&amp;ccedil;o apenas para os &amp;ldquo;servi&amp;ccedil;ais&amp;rdquo;.A doen&amp;ccedil;a da segrega&amp;ccedil;&amp;atilde;o desse setor da sociedade &amp;eacute; que precisa ser curada. E propostas como a de Apolin&amp;aacute;rio apenas a alimentam. A hist&amp;oacute;ria n&amp;atilde;o pode ser esquecida, como dizem os sul&#45;africanos. Um projeto como esse &amp;eacute; o retorno, com disfarce, a um passado horrendo. E isso tornar&amp;aacute; os homossexuais paulistanos de hoje nos negros sul&#45;africanos de ontem.</description>
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
      <dc:date>2012-02-09T18:21:40+00:00</dc:date>
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      <title>Serra à beira de um ataque de nervos</title>
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      <description>Do blog Tijola&amp;ccedil;oEmparedado politicamente no PSDB e sem ter como verter seus rancores com A&amp;eacute;cio, Alckmin e FHC, Jos&amp;eacute; Serra areganha os dentes para o governo e para o PT, em seu artigo, hoje, no Estad&amp;atilde;o.Numa linguagem pra l&amp;aacute; de agressiva, tenta comparar os epis&amp;oacute;dios da Bahia e do Pinheirinho, o que &amp;eacute;, j&amp;aacute; de plano, uma sandice. Primeiro, n&amp;atilde;o se est&amp;aacute; invadindo com pol&amp;iacute;cia a casa de quem est&amp;aacute; l&amp;aacute;, quieto. Ali&amp;aacute;s, n&amp;atilde;o se est&amp;aacute; invadindo nem mesmo a Assembl&amp;eacute;ia tomada pelos policiais com o Ex&amp;eacute;rcito. Embora n&amp;atilde;o reflita, certamente, o &amp;acirc;nimo da maioria dos policiais, a revela&amp;ccedil;&amp;atilde;o de que o l&amp;iacute;der da manifesta&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;ndash; por sinal, alojado no PSDB &#45;&amp;nbsp; dialogava com outro policial que ia &amp;ldquo;queimar carretas na BR&amp;rdquo; mostra a falta de equil&amp;iacute;brio que tomou conta do grupo dirigente do movimento, e nem assim se est&amp;aacute; ordenando uma invas&amp;atilde;o brutal como a de Pinheirinho, mesmo com mandados judiciais a cumprir.Serra compara o movimento dos policiais baianos ao de policiais civis paulistas em seu Governo. Mas, naquela ocasi&amp;atilde;o, o que se fazia sen&amp;atilde;o uma passeata? Tomou&#45;se a Assembl&amp;eacute;ia paulista? Ningu&amp;eacute;m est&amp;aacute; pondo em quest&amp;atilde;o o direito de qualquer categoria se manifestar, reivindicar.&amp;nbsp; E, felizmente, sem o comportamento tucano do &amp;ldquo;reustaure&#45;se a ordem a qualquer pre&amp;ccedil;o&amp;rdquo;, a ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Assembleia acaba de terminar, sem qualquer agress&amp;atilde;o ou viol&amp;ecirc;ncia est&amp;uacute;pida.A&amp;iacute; est&amp;aacute; a diferen&amp;ccedil;a, senhor Serra. A prud&amp;ecirc;ncia, o limite, a falta de quer fazer do &amp;ldquo;prendo e arrebento&amp;rdquo; uma ferramenta de marketing pol&amp;iacute;tico.Da&amp;iacute;, Serra descamba para os aeroportos, dizendo que tudo o que foi feito &amp;eacute; o que ele desejava fazer. &amp;Oacute;timo, ent&amp;atilde;o porque o senhor n&amp;atilde;o aplaude? Criticar a forma de concess&amp;atilde;o que preserva o controle p&amp;uacute;blico sobre o aeroporto de Viracopos? Como, se &amp;eacute; esta a f&amp;oacute;rmula que, em 2008 (e n&amp;atilde;o 2007, como &amp;eacute; dito no artigo) estava em discuss&amp;atilde;o? N&amp;atilde;o seria bom, tamb&amp;eacute;m, informar aos seus leitores que houve um longo processo de desapropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o para permitir a expans&amp;atilde;o do aeroporto, que at&amp;eacute; 2010 sequer tinha as obras aprovadas pelo Governo de SP, como se v&amp;ecirc; nesta manifesta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de seu auxliar e presidente dos tucanos paulistas, Alberto Goldman (na qual, ali&amp;aacute;s, ele defende que o &amp;ldquo;trem bala&amp;rdquo; fique restrito ao trecho paulista, excluindo o Rio de Janeiro).Como j&amp;aacute; disse, pode&#45;se discutir conveni&amp;ecirc;ncia ou n&amp;atilde;o da administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos tr&amp;ecirc;s aeroportos concedidos por grupos privados, mas n&amp;atilde;o se pode mentir sobre fatos. Dizer que a concess&amp;atilde;o destes aeroportos foi &amp;ldquo;satanizada&amp;rdquo; pela candidata que o derrotou n&amp;atilde;o corresponde aos fatos, porque ela o disse claramente na televis&amp;atilde;o. Podemos at&amp;eacute; n&amp;atilde;o gostar disso, mas n&amp;atilde;o manipular fatos.Porque Serra termina seu destampat&amp;oacute;rio dizendo ser&amp;nbsp; um dos que acredita que&amp;nbsp; &amp;ldquo;pol&amp;iacute;tica tamb&amp;eacute;m se faz com princ&amp;iacute;pios, programa e coer&amp;ecirc;ncia&amp;rdquo;.E n&amp;oacute;s vimos, durante a campanha a que &amp;ldquo;princ&amp;iacute;pios, programa e coer&amp;ecirc;ncia&amp;rdquo; est&amp;aacute; ligado o comportamento de Jos&amp;eacute; Serra.PS. Como sempre, nas manifesta&amp;ccedil;&amp;otilde;es de Serra, sobra para a blogosfera. Ser&amp;iacute;amos &amp;ldquo;como aquelas antigas claques de audit&amp;oacute;rio, seguindo disciplinadamente as placas que alternam &amp;ldquo;aplaudir&amp;rdquo;, &amp;ldquo;silenciar&amp;rdquo; e &amp;lsquo;vaiar&amp;rsquo; &amp;ldquo;. Ele n&amp;atilde;o perdoa a internet por ter feito o &amp;ldquo;A privataria tucana&amp;rdquo;vencer o sil&amp;ecirc;ncio da grande m&amp;iacute;dia, que &amp;ndash; ela, sim &#45;&amp;nbsp; segue as plaquinhas a que ele se refere. Ou ele queria que, na internet, s&amp;oacute; o Reinaldo Azevedo falasse?</description>
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
      <dc:date>2012-02-09T18:20:08+00:00</dc:date>
    </item>

    <item>
      <title>Nova classe média será mão de obra mais qualificada para indústria</title>
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      <description>A chamada nova classe m&amp;eacute;dia (com renda familiar entre R$ 1,2 mil e R$ 5,3 mil) fornecer&amp;aacute; for&amp;ccedil;a de trabalho mais qualificada para o desenvolvimento industrial nos pr&amp;oacute;ximos anos.
A expectativa &amp;eacute; alimentada por uma an&amp;aacute;lise sobre a demanda por educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissional divulgada nesta quarta&#45;feira (8), em Bras&amp;iacute;lia, pelo Servi&amp;ccedil;o Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e pela Funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o Getulio Vargas (FGV).&amp;nbsp;De acordo com a avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, baseada nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&amp;iacute;stica (IBGE) &amp;ndash; pesquisas mensais de emprego (PME), de 2002 a 2010, e Pesquisa Nacional por Amostra de Domic&amp;iacute;lios (Pnad/2007) &#45;, s&amp;atilde;o os jovens da classe m&amp;eacute;dia que alimentam a expans&amp;atilde;o de quase 77% no n&amp;uacute;mero de pessoas que declararam &amp;ldquo;frequentar&amp;rdquo; ou &amp;ldquo;ter frequentado&amp;rdquo; cursos de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissional (qualifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 200 at&amp;eacute; 400 horas, ensino m&amp;eacute;dio t&amp;eacute;cnico ou curso superior de tecn&amp;oacute;logo) entre 2004 e 2010.&amp;nbsp;Em seis anos, o percentual de quem declarou forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o em educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissional passou de 14,03% para 24,81%, segundo aponta a an&amp;aacute;lise. O maior contingente &amp;eacute; de jovens, especialmente os adolescentes de 15 anos, que representam 10% do total de pessoas que frequentam ou frequentaram educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissional. Entre as pessoas de 15 a 29 anos que declararam frequentar a educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissional, o maior percentual &amp;eacute; na classe C (8%), que tamb&amp;eacute;m aponta a maior demanda por cursos profissionalizantes na &amp;aacute;rea industrial.&amp;nbsp;Para o economista Marcelo Neri, do Centro de Pol&amp;iacute;ticas Sociais da FGV, a procura dos jovens da classe C pela educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissional indica que a ascens&amp;atilde;o do estrato na &amp;uacute;ltima d&amp;eacute;cada ter&amp;aacute; sustentabilidade. &amp;ldquo;N&amp;atilde;o &amp;eacute; sonho de uma noite ver&amp;atilde;o&amp;rdquo;, afirma.&amp;nbsp;Para ele, n&amp;atilde;o &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel dizer que a mobilidade &amp;eacute; movida meramente por aumento do acesso ao cr&amp;eacute;dito e maior consumo desse segmento da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &amp;ldquo;H&amp;aacute; claro paralelo entre a ascens&amp;atilde;o da nova classe m&amp;eacute;dia (ou classe C) e a profus&amp;atilde;o de carteiras de trabalho e cursos profissionalizantes&amp;rdquo;, defende.&amp;nbsp;Na opini&amp;atilde;o de Rafael Lucchesi, diretor de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Tecnologia do Senai, o ingresso desses jovens dever&amp;aacute; dar &amp;ldquo;lastro&amp;rdquo; ao crescimento do setor industrial nos pr&amp;oacute;ximos anos. A expectativa do executivo &amp;eacute; que os onze principais setores industriais brasileiros totalizem US$ 648 bilh&amp;otilde;es de investimento entre 2011 e 2015. O Senai promete at&amp;eacute; 2014 ampliar sua rede de escolas t&amp;eacute;cnicas e cursos profissionalizantes de 2,4 milh&amp;otilde;es de matr&amp;iacute;culas para 4 milh&amp;otilde;es. Para isso, contar&amp;aacute; com empr&amp;eacute;stimo de R$ 1,5 bilh&amp;atilde;o do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ&amp;ocirc;mico e Social (BNDES).&amp;nbsp;Apesar da boa perspectiva, a an&amp;aacute;lise dos dados aponta que mais de tr&amp;ecirc;s quartos da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o nunca frequentou educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissionalizante, quase 70% por falta de interesse. Al&amp;eacute;m disso, a pesquisa verifica que 8% dos que iniciaram algum curso profissionalizante n&amp;atilde;o conclu&amp;iacute;ram. A maioria porque deixou de ter interesse pelo curso no qual estavam inscritos. Entre os que concluem, mais de 37% n&amp;atilde;o conseguem trabalhar na &amp;aacute;rea. Os cursos profissionalizantes no Brasil s&amp;atilde;o oferecidos pela rede p&amp;uacute;blica, pela rede privada, pelo Senai e por organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es n&amp;atilde;o governamentais.&amp;nbsp;Na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Marcelo Neri, a baixa procura por cursos profissionalizantes tem a ver com a falta de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a m&amp;aacute; qualidade das escolas brasileiras. &amp;ldquo;A baixa qualidade da educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o b&amp;aacute;sica no Brasil influencia a demanda pela educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissional&amp;rdquo;, diz o economista que assinala que a educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissional resulta em um ganho m&amp;eacute;dio de 15%.&amp;nbsp;Rafael Lucchesi lembra que cerca de 9 milh&amp;otilde;es de alunos est&amp;atilde;o matriculados no ensino m&amp;eacute;dio no Brasil, mas apenas 1 milh&amp;atilde;o faz o ensino m&amp;eacute;dico t&amp;eacute;cnico (complementar) e apenas 6 milh&amp;otilde;es ingressam no n&amp;iacute;vel superior. &amp;ldquo;Poucos pa&amp;iacute;ses tem uma distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o t&amp;atilde;o ruim para a matriz do trabalho&amp;rdquo;, ressalta.&amp;nbsp;Com informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es da Ag&amp;ecirc;ncia Brasil</description>
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
      <dc:date>2012-02-09T18:18:59+00:00</dc:date>
    </item>

    <item>
      <title>MEC investe R$ 7,6 bilhões e acelera construção de creches</title>
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      <description>O Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o (MEC) pretende agilizar a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de creches e pr&amp;eacute;&#45;escolas com recursos do programa federal ProInf&amp;acirc;ncia. O objetivo &amp;eacute; alcan&amp;ccedil;ar a meta de construir 6.427 estabelecimentos de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o infantil at&amp;eacute; 2014. O investimento ser&amp;aacute; de R$ 7,6 bilh&amp;otilde;es, recursos do Programa de Acelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Crescimento (PAC).A informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o foi divulgada nesta ter&amp;ccedil;a&#45;feira (07/02), pelo ministro Aloizio Mercadante. Ele disse que o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o (FNDE) j&amp;aacute; est&amp;aacute; pesquisando m&amp;eacute;todos mais inteligentes e eficientes para agilizar a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o das creches e pr&amp;eacute;&#45;escolas.Atualmente, as prefeituras levam, em m&amp;eacute;dia, seis meses para licitar a obra e mais dois anos para construir. Os estudos em andamento indicam que esses prazos devem cair para seis meses. &amp;ldquo;Com isso vamos acelerar muito o processo e dar tranquilidade aos pais para colocar as crian&amp;ccedil;as na creche e, principalmente na pr&amp;eacute;&#45;escola&amp;rdquo;, explicou.No ProInf&amp;acirc;ncia, criado em 2007, o governo federal oferece aos munic&amp;iacute;pios projetos arquitet&amp;ocirc;nicos de diversos tamanhos para creches e pr&amp;eacute;&#45;escolas e recursos para a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A libera&amp;ccedil;&amp;atilde;o das verbas &amp;eacute; progressiva, sendo 30% na hora da licita&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mais 50% dos recursos no momento do in&amp;iacute;cio da obra, e quando 80% do projeto estiver conclu&amp;iacute;do, o governo libera verbas para a aquisi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do mobili&amp;aacute;rio escolar. Neste programa, a prefeitura tem que oferecer o terreno.AcessoCom os estabelecimentos prontos em tempo mais curto, o MEC espera aumentar e melhorar o acesso &amp;agrave; educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o infantil a crian&amp;ccedil;as de 4 e 5 anos de idade e prepar&amp;aacute;&#45;las para a alfabetiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A oferta de escola ser&amp;aacute; acompanhada de um programa de alfabetiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o Alfabetiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o na Idade Certa, que ser&amp;aacute; lan&amp;ccedil;ado nos pr&amp;oacute;ximos dias.De acordo com Mercadante, esse programa de alfabetiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o ter&amp;aacute; foco no professor e precisar&amp;aacute; contar com a ades&amp;atilde;o de estados e munic&amp;iacute;pios. O ministro explicou que estudantes na faixa de 6 a 8 anos ter&amp;atilde;o as melhores salas de aula da escola, os melhores hor&amp;aacute;rios, os melhores professores e o melhor material did&amp;aacute;tico. O objetivo do investimento &amp;eacute; permitir que crian&amp;ccedil;as at&amp;eacute; os 8 anos de idade dominem a leitura, a escrita e conhecimentos matem&amp;aacute;ticos.DesafiosO ministro tamb&amp;eacute;m comentou as informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es divulgadas pela organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o governamental Todos pela Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que aponta que 3,8 milh&amp;otilde;es de brasileiros em idade de escolariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o obrigat&amp;oacute;ria &amp;ndash; de quatro a 17 anos &amp;ndash; est&amp;atilde;o fora da escola. Para Mercadante, os dois maiores desafios s&amp;atilde;o a educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o infantil e o ensino m&amp;eacute;dio.Cerca de 20% das crian&amp;ccedil;as de quatro e cinco anos n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m acesso &amp;agrave; pr&amp;eacute;&#45;escola e um n&amp;uacute;mero ainda maior n&amp;atilde;o tem acesso a creche, dados n&amp;atilde;o analisados no estudo. O ministro lembrou que o governo federal tem estimulado a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de creches e pr&amp;eacute;&#45;escolas por meio do programa ProInf&amp;acirc;ncia, que prev&amp;ecirc; a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 6 mil novas creches e pr&amp;eacute;&#45;escolas.Para a quest&amp;atilde;o do ensino m&amp;eacute;dio, o ministro destacou a import&amp;acirc;ncia do Pronatec, que rompe com a dicotomia entre profissionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e ensino regular, o que possibilita que o estudante continue os estudos enquanto se prepara para o mercado de trabalho.Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o</description>
      <dc:subject></dc:subject>
      <dc:date>2012-02-09T18:14:47+00:00</dc:date>
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    <item>
      <title>Dilma condena atos criminosos de PMs amotinados e garante apoio federal a Estados</title>
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      <description>A presidente Dilma Rousseff se mostrou categoricamente contra a anistia dos policias amotinados na Bahia e envolvidos em atos criminosos. &quot;Por reivindicar, as pessoas n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m de ser presas nem condenadas, mas atos il&amp;iacute;citos, crimes contra o patrim&amp;ocirc;nio, crimes contra a pessoa e contra a ordem p&amp;uacute;blica n&amp;atilde;o podem ser anistiado&quot;, disse ela em r&amp;aacute;pida entrevista ao vistoriar obras da ferrovia Transnordestina, no munic&amp;iacute;pio de Parnamirim, sert&amp;atilde;o pernambucano, a 561 km do Recife.&quot;Se anistiar, a&amp;iacute; vira um pa&amp;iacute;s sem regra.&quot; A presidente afirmou que o Brasil tem hoje uma vis&amp;atilde;o de garantia da lei e da ordem muito moderna. &quot;N&amp;oacute;s n&amp;atilde;o consideramos que seja correto instaurar o p&amp;acirc;nico, instaurar o medo e criar situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es que n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o compat&amp;iacute;veis com a democracia.&quot;&quot;N&amp;atilde;o concordo em alguns casos, de maneira alguma, com processo de anistia que parece sancionar qualquer ferimento da legalidade, n&amp;atilde;o concordo e n&amp;atilde;o vou concordar&quot;, enfatiza.Segundo ela, numa democracia sempre se tem que considerar leg&amp;iacute;timas as reivindica&amp;ccedil;&amp;otilde;es, mas h&amp;aacute; forma de reivindicar. &quot;N&amp;atilde;o considero que aumento de homic&amp;iacute;dios na rua, queima de &amp;ocirc;nibus, entrada em &amp;ocirc;nibus encapuzados, sejam uma forma correta de conduzir o movimento&quot;, acrescentou ela, que disse ter ficado &quot;estarrecida&quot; ao assistir as grava&amp;ccedil;&amp;otilde;es entre l&amp;iacute;deres de movimentos da Pol&amp;iacute;cia Militar divulgadas pela TV Globo na noite de ontem.&quot;H&amp;aacute; outros interesses envolvendo toda essa paralisa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&quot;, completa. A presidente disse aguardar com muita expectativa o desenrolar dos acontecimentos e garantiu que o governo federal vai agir prontamente com suporte e apoio aos governadores sempre que eles pe&amp;ccedil;am. &quot;Em os governos solicitando, ter&amp;atilde;o presen&amp;ccedil;a garantida do governo federal em todas essas quest&amp;otilde;es&quot;, finaliza.</description>
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
      <dc:date>2012-02-09T18:09:46+00:00</dc:date>
    </item>

    <item>
      <title>Transnordestina será caminho de desenvolvimento, diz presidenta</title>
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      <description>Na visita &amp;agrave;s obras de constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Ferrovia Transnordestina, a presidenta Dilma Rousseff disse nesta quinta&#45;feira (9), em Parnamirim (PE), que o governo federal vai trabalhar para que o empreendimento seja feito sem interrup&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Os prazos devem ser cumpridos para que a Transnordestina esteja conclu&amp;iacute;da em 2014. Para isso, governo e empresas privadas ter&amp;atilde;o uma reuni&amp;atilde;o para avaliar o andamento das obras.&amp;ldquo;Vamos acertar os nossos parafusos para que haja uma solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais r&amp;aacute;pida, porque ela &amp;eacute; de imenso interesse para a regi&amp;atilde;o. A Transnordestina funciona como um caminho de desenvolvimento. Onde tem ferrovia tem transporte acess&amp;iacute;vel e barato&amp;rdquo;, afirmou a presidenta em entrevista coletiva.Al&amp;eacute;m disso, segundo Dilma Rousseff, a Transnordestina vai impactar o transporte de gr&amp;atilde;os e min&amp;eacute;rios.&quot;Queremos garantir que o interior do Brasil se ligue aos portos. Isso significa maior capacidade de comercializar a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o e explorar o potencial da regi&amp;atilde;o&quot;.&amp;nbsp;</description>
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
      <dc:date>2012-02-09T18:00:12+00:00</dc:date>
    </item>

    <item>
      <title>Gilberto Carvalho esclarece comentário sobre evangélicos</title>
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      <description>O ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria&#45;Geral da Presid&amp;ecirc;ncia da Rep&amp;uacute;blica, esclareceu em entrevista &amp;agrave; imprensa, nesta quarta&#45;feira (8/2), o coment&amp;aacute;rio que fez sobre a influ&amp;ecirc;ncia dos evang&amp;eacute;licos na sociedade brasileira, em debate no F&amp;oacute;rum Social Tem&amp;aacute;tico, realizado no final de janeiro, em Porto Alegre (RS). Segundo o ministro, suas afirma&amp;ccedil;&amp;otilde;es foram divulgadas na internet de forma distorcida e equivocada e acabaram por motivar cr&amp;iacute;ticas agressivas a ele, inclusive na Tribuna do Senado Federal. Gilberto Carvalho interpretou essas cr&amp;iacute;ticas como &quot;fruto de m&amp;aacute; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&quot;. ?De maneira alguma ataquei os companheiros evang&amp;eacute;licos. Quem conhece a minha trajet&amp;oacute;ria, sabe do carinho que eu tenho, do reconhecimento que eu tenho ao trabalho das Igrejas Evang&amp;eacute;licas no pa&amp;iacute;s. O que eu fiz l&amp;aacute; foi uma constata&amp;ccedil;&amp;atilde;o pol&amp;iacute;tica que, de fato, quem tem presen&amp;ccedil;a na periferia do Brasil, quem fala para as classes sobretudo C, D e E s&amp;atilde;o as Igrejas Evang&amp;eacute;licas e, portanto, essa presen&amp;ccedil;a tem que ser reconhecida, &amp;eacute; real e efetiva? disse o ministro. O ministro ressaltou que n&amp;atilde;o pretendeu desmerecer os evang&amp;eacute;licos, ?pelo contr&amp;aacute;rio, eu estava fazendo um reconhecimento da import&amp;acirc;ncia desse segmento? disse ele, que enfatizou ainda que defende ?uma parceria do governo com as Igrejas Evang&amp;eacute;licas, que efetivamente contribuem para a reconstitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pessoas e fam&amp;iacute;lias, desenvolvendo trabalhos sociais?. O ministro rejeitou e negou peremptoriamente que tenha feito qualquer deprecia&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao mundo evang&amp;eacute;lico. O ministro Gilberto Carvalho lamenta que a interpreta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de suas palavras tenha causado mal&#45;estar a pessoas e comunidades a quem ele muito respeita e com quem tem la&amp;ccedil;os fraternos de amizade. Assessoria de Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o</description>
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
      <dc:date>2012-02-09T17:52:58+00:00</dc:date>
    </item>

    <item>
      <title>Gritaria contra as concessões tem duas boas razões</title>
      <link>http://www.construindoumnovobrasil.com.br/index.php/site/gritaria_contra_as_concessoes_tem_duas_boas_razoes/</link>
      <guid>http://www.construindoumnovobrasil.com.br/index.php/site/gritaria_contra_as_concessoes_tem_duas_boas_razoes/#Quando:17:45:21Z</guid>
      <description>Do Blog do Z&amp;eacute;Os tucanos est&amp;atilde;o inquietos, desarvorados diante do sucesso do leil&amp;atilde;o dos aeroportos de Guarulhos, Bras&amp;iacute;lia e Campinas, do qual participaram 11 cons&amp;oacute;rcios e se chegou a um &amp;aacute;gio m&amp;eacute;dio de 348% acima do pre&amp;ccedil;o inicial.Foi o suficiente para v&amp;aacute;rias estrelas de plumagem colorida tucana sa&amp;iacute;rem do ninho para criticar as concess&amp;otilde;es dos aeroportos. Fazem de tudo para passar &amp;agrave; opini&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica a ideia de que elas s&amp;atilde;o a retomada do processo de privatiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o que eles promoveram durante os oito anos de governo Fernando Henrique Cardoso.O agora &amp;ndash; e de novo &amp;ndash; presidenci&amp;aacute;vel senador A&amp;eacute;cio Neves (PSDB&#45;MG), por exemplo, acusa o PT de copiar iniciativas econ&amp;ocirc;micas da gest&amp;atilde;o tucana. &amp;ldquo;H&amp;aacute; um software pirata em execu&amp;ccedil;&amp;atilde;o no Brasil. Porque o original &amp;eacute; nosso&amp;rdquo;, afirmou. Outro senador tucano, Aloysio Nunes Ferreira Ferreira Filho (PSDB&#45;SP) prefere a ironia: &amp;ldquo;Quero saudar esse reposicionamento do PT em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;s privatiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Vamos ficar livres da cantilena do PT que a cada elei&amp;ccedil;&amp;atilde;o as demoniza&amp;rdquo;.E o mais destacado editorial do principal refor&amp;ccedil;o tucano nessa linha, o Estad&amp;atilde;o de hoje, tem o t&amp;iacute;tulo &amp;ldquo;A primeira privatiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o petista&amp;rdquo;.&amp;nbsp; Entre os tucanos, a mais entusiasmada com a estrat&amp;eacute;gia de passar a opini&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica que o PT tamb&amp;eacute;m privatiza, a economista Elena Landau, em entrevista &amp;agrave; Folha de S.Paulo pontifica: &amp;ldquo;passei o bast&amp;atilde;o, a musa das privatiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es agora &amp;eacute; a presidenta&amp;rdquo;. E fulmina: as concess&amp;otilde;es agora igualam o PT ao PSDB.Desatinos da gest&amp;atilde;o tucanaLuiz Carlos Mendonca de Barros &amp;ndash; presidente do BNDES e ministro das Comunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es no governo FHC at&amp;eacute; faz reparos. O modelo das concess&amp;otilde;es dos aeroportos, confessa, &amp;ldquo;n&amp;atilde;o &amp;eacute; o meu modelo ideal&amp;rdquo;. Realmente, concordo, n&amp;atilde;o &amp;eacute; o mesmo modelo que deu de presente a Vale e retirou o Estado da telefonia desnacionalizando o setor.Toda essa orquestra&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o passa de desespero do tucanato frente ao sucesso das concess&amp;otilde;es feitas pelos governos do PT. Ali&amp;aacute;s, h&amp;aacute; que se diferenciar concess&amp;atilde;o de privatiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, como bem pontua, hoje, o nosso colaborador Jos&amp;eacute; Augusto Valente, em seu artigo &amp;ldquo;Governo faz gol de placa em licita&amp;ccedil;&amp;atilde;o de aeroportos &amp;rdquo;.Com estas concess&amp;otilde;es de agora, apenas repete&#45;se o bom desempenho dos governos dos presidentes Lula e Dilma Rousseff no setor de rodovias &amp;ndash; concedidas mediante exig&amp;ecirc;ncias completamente diferentes das estabelecidas nesta &amp;aacute;rea pelo tucanato. E v&amp;ecirc;m a&amp;iacute; as concess&amp;otilde;es dos portos e as revis&amp;otilde;es dos contratos das ferrovias, onde nunca o poder p&amp;uacute;blico investiu tanto.&amp;Eacute; bom que se diga, ainda, que boa parte das a&amp;ccedil;&amp;otilde;es do governo &amp;eacute; feita para consertar desatinos da gest&amp;atilde;o tucana. &amp;Eacute; por isso que hoje assistimos a amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos investimentos p&amp;uacute;blicos na infraestrutura, em energia, petr&amp;oacute;leo e g&amp;aacute;s, que praticamente n&amp;atilde;o existiram nos oito anos da era FHC.Arrog&amp;acirc;ncia e desesperoQuando os tucanos apresentam as concess&amp;otilde;es como &amp;ldquo;privatiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es&amp;rdquo; &amp;ndash;&amp;nbsp; e eles sabem a diferen&amp;ccedil;a &amp;ndash; e com apoio de parte da m&amp;iacute;dia, as consideram prova de que n&amp;atilde;o temos &amp;ldquo;capacidade administrativa&amp;rdquo; e de investir, na verdade apenas externam seu nervosismo e arrog&amp;acirc;ncia.Comparando&#45;se os dois per&amp;iacute;odos (oito anos de tucanato e nove de petismo) os dados e n&amp;uacute;meros os desmentem tranquilamente. No caso dos aeroportos, indicam exatamente o contr&amp;aacute;rio: foi o governo Lula quem mais investiu na &amp;aacute;rea.A percep&amp;ccedil;&amp;atilde;o pode at&amp;eacute; ser outra &amp;ndash; tamb&amp;eacute;m, devidamente auxiliada pela m&amp;iacute;dia &amp;ndash; mas porque vivemos um boom de crescimento do setor com o aumento do n&amp;uacute;mero de passageiros. O total de pessoas que viajam de avi&amp;atilde;o mais do que dobrou na era Lula.Passaram reciboNa era tucana o cen&amp;aacute;rio era outro. O pa&amp;iacute;s parou, n&amp;atilde;o crescia, e quebrou duas vezes. O Brasil foi de pires na m&amp;atilde;o pedir dinheiro ao FMI. N&amp;atilde;o investia quase nada em infraestrutura, e nada em petr&amp;oacute;leo e g&amp;aacute;s. Em energia, nem vale a pena mencionar. O apag&amp;atilde;o de 2001 fala por si.Tanto alarde feito pelo PSDB comprova apenas uma coisa: os tucanos passaram recibo, est&amp;atilde;o com ci&amp;uacute;mes! Como vemos, o motivo para tanto nervoso &amp;eacute; que&amp;hellip; o Brasil est&amp;aacute; dando certo!Mas h&amp;aacute;, ainda, uma outra raz&amp;atilde;o oculta para os tucanos baterem tanto nos contratos de concess&amp;otilde;es. Eles est&amp;atilde;o de olho &amp;eacute; no livro &amp;ldquo;A Privataria Tucana&amp;rdquo;, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., publicado pela Gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o Editorial. Toda essa gritaria &amp;eacute; para esconder a privataria tucana denunciada no livro. Com documentos. Esta, sim, precisa ser investigada e sua hist&amp;oacute;ria contada&amp;hellip;</description>
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
      <dc:date>2012-02-09T17:45:21+00:00</dc:date>
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      <title>Artigo: A luta aterrada</title>
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      <description>Entre as horas que separam o metralhamento da sede da Uni&amp;atilde;o Nacional dos Estudantes na noite de 30 de mar&amp;ccedil;o, e seu inc&amp;ecirc;ndio no dia 1 de Abril, a hist&amp;oacute;ria de uma gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de brasileiras e brasileiros se delineou. Quarenta e oito anos depois, nos meados do quinto anivers&amp;aacute;rio da retomada do terreno no n&amp;uacute;mero 132 da Praia do Flamengo, cabe retomar algumas velhas quest&amp;otilde;es e expor o forte conte&amp;uacute;do simb&amp;oacute;lico por tr&amp;aacute;s de tais dois gestos &amp;ndash; talvez os primeiros gestos de persegui&amp;ccedil;&amp;atilde;o pol&amp;iacute;tica da Ditadura Civil&#45;Militar que ali se iniciava.A luta da UNE contra os setores que ascenderam ao poder em 64 come&amp;ccedil;a muito antes do pr&amp;oacute;prio golpe. J&amp;aacute; desde o lan&amp;ccedil;amento da Campanha &amp;ldquo;O Petr&amp;oacute;leo &amp;Eacute; Nosso&amp;rdquo;, em 47, o movimento estudantil vinha se batendo contra os setores entreguistas da sociedade brasileira. A cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Petrobr&amp;aacute;s s&amp;oacute; viria anos mais tarde, em 53. Cinco anos depois, na mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o pela abertura da CPI da Shell e da Esso, o mesmo embate pela explora&amp;ccedil;&amp;atilde;o nacional do petr&amp;oacute;leo se repetiria.A partir da d&amp;eacute;cada de 60, o movimento estudantil entra em intenso processo de debates para a formula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um projeto de Reforma Universit&amp;aacute;ria. Por ocasi&amp;atilde;o da discuss&amp;atilde;o no Congresso Nacional sobre a Lei de Diretrizes e Bases da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, &amp;eacute; organizado, em Salvador, o Semin&amp;aacute;rio Nacional da Reforma Universit&amp;aacute;ria. O projeto resultante do Semin&amp;aacute;rio viria a compor a mir&amp;iacute;ade de demandas por Reformas de Base encampadas pela Frente de Mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o Popular. A unidade dos setores populares avan&amp;ccedil;ava na mesma intensidade em que se fortaleciam as aspira&amp;ccedil;&amp;otilde;es golpistas das elites brasileiras, aliadas a setores das For&amp;ccedil;as Armadas e ao interesse das multinacionais e do governo estadunidense.A radicaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o por parte de ambos setores levou, em 61, a um teste de for&amp;ccedil;as. Vitoriosos em sua defesa da posse de Jango diante da ren&amp;uacute;ncia de J&amp;acirc;nio Quadros, os setores unidos na Campanha da Legalidade passaram da defensiva para a ofensiva, espalhando pelo pa&amp;iacute;s sua luta pelas Reformas de Base. Ao lado da luta da CGT e das Ligas Camponesas, o movimento estudantil chega a decretar no ano de 1962 Greve Geral. Foram cerca de 40 universidades paralisadas por quase 3 meses.Por todos esses motivos, o movimento estudantil foi, ao lado do movimento sindical da cidade e do campo, alvo priorit&amp;aacute;rio do projeto de poder entreguista que se aninhava no Estado pela via do golpismo. As sucessivas derrotas sofridas pelos setores populares no per&amp;iacute;odo subsequente p&amp;otilde;e &amp;agrave;s claras as diferen&amp;ccedil;as dos projetos em jogo. No campo da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a Refoma Universit&amp;aacute;ria defendida pela UNE e o Plano Nacional de Alfabetiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o estruturado por Paulo Freire foram derrotados pelos acordos MEC&#45;USAID, entre o governo brasileiro e o estadunidense para a privatiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da escola p&amp;uacute;blica brasileira. Malograda a tentativa, o MEC&#45;USAID resultou na diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um ano de estudos nas escolas, al&amp;eacute;m da retirada de mat&amp;eacute;rias como Filosofia e Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Pol&amp;iacute;tica do curriculum, institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o da obrigatoriedade do ensino da l&amp;iacute;ngua inglesa e redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da carga hor&amp;aacute;ria de mat&amp;eacute;rias como Hist&amp;oacute;ria. No &amp;acirc;mbito do Ensino Superior, os acordo com o governo estadunidense levaram &amp;agrave; abertura ao capital estrangeiro e &amp;agrave; respectiva prolifera&amp;ccedil;&amp;atilde;o das Universidades Privadas.Primeiro gesto de viol&amp;ecirc;ncia da Ditadura de 64 contra a sociedade civil, a destrui&amp;ccedil;&amp;atilde;o da sede da UNE carrega em si o in&amp;iacute;cio da desarticula&amp;ccedil;&amp;atilde;o e enfraquecimento dos atores da Frente de Mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o Popular. Por anos, o edif&amp;iacute;cio incendiado no aterro do Flamengo foi a triste marca de um passado de lutas. N&amp;atilde;o satisfeita em metralhar &amp;ndash; enquanto havia estudantes no pr&amp;eacute;dio &amp;ndash; e incendiar a edifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, destruindo todo o arquivo do CPC da UNE, a ditadura militar, em 1980, d&amp;aacute; ordem de demoli&amp;ccedil;&amp;atilde;o da sede das entidades estudantis.Em 2007, h&amp;aacute; exatos 5 anos, no dia 1&amp;ordm; fevereiro, os estudantes ocuparam e retomaram o terreno, na Praia do Flamengo, 132, no qual h&amp;aacute; anos funcionava irregularmente um estacionamento. Dezenas de milhares de estudantes, artistas, ex&#45;presidentes da entidades se mobilizaram para a volta da UNE &amp;agrave; sua casa.A investida da ditadura civil&#45;militar contra a UNE e mesmo os ataques da Direita nos anos 90 n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o por acaso. Metralhar, incendiar e demolir a casa dos estudantes brasileiros tem em sua simbologia a tentativa de metralhar, incendiar e demolir sonhos e ideais. A despeito desta tentativa, os estudantes lutaram e resistiram durante toda a Ditadura por uma Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de qualidade para todos e todas, por liberdade, justi&amp;ccedil;a social e democracia. Muitos foram assassinados e torturados. A pesar disso, o ato realizado naquela tarde de 1 de fevereiro de 2007 mostrou que os sonhos e os ideais resistiram. Hoje, o terreno retomado, se torna s&amp;iacute;mbolo do poder de resist&amp;ecirc;ncia do movimento estudantil. Lembrete do sentido de nossa luta &amp;ndash; e de quem foram e s&amp;atilde;o os interessados em manter o Brasil e a Universidade P&amp;uacute;blica sob o julgo da desigualdade e do atraso. Cabe aqui, para o m.e. brasileiro, a import&amp;acirc;ncia de memorar e comemorar sua luta.Resistimos, e nossa hist&amp;oacute;ria n&amp;atilde;o se apagar&amp;aacute;! A Casa do Poder Jovem &amp;eacute; nossa denovo. &amp;ldquo;Nas ruas, nas pra&amp;ccedil;as, da luta na fugiu. Aqui est&amp;aacute; presente o movimento estudantil&amp;rdquo;.
Gabriel Landi Fazzio &amp;eacute; diretor de Mem&amp;oacute;ria do Movimento Estudantil da Uni&amp;atilde;o Nacional dos Estudantes &#45; UNE</description>
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
      <dc:date>2012-02-02T20:07:44+00:00</dc:date>
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      <title>Para Flagelados do Pinheirinho, Cuba seria o paraíso</title>
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      <description>Ontem, enquanto Dilma Rousseff exercia as suas obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es de chefe de Estado em viagem oficial a Cuba, a desfa&amp;ccedil;atez patol&amp;oacute;gica dos bar&amp;otilde;es da m&amp;iacute;dia se agitou e saiu da toca. N&amp;atilde;o tardou e logo come&amp;ccedil;aram a pipocar mat&amp;eacute;rias &amp;ldquo;exigindo&amp;rdquo; da presidente que cobrasse direitos humanos do governo cubano.No mesmo dia, li mais alguns textos e ouvi mais algumas locu&amp;ccedil;&amp;otilde;es nessa mesma m&amp;iacute;dia em que ju&amp;iacute;zas, jornalistas e at&amp;eacute; governantes contavam como tinha sido &amp;ldquo;exemplar&amp;rdquo; a &amp;ldquo;opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de reintegra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de posse&amp;rdquo; no Pinheirinho. A conex&amp;atilde;o entre uma coisa e outra, ent&amp;atilde;o, foi inevit&amp;aacute;vel.Pinheirinho e Cuba t&amp;ecirc;m tudo que (n&amp;atilde;o) ver um com o outro. Cuba &amp;eacute; a ditadura, segundo diz a m&amp;iacute;dia brasileira, mas ningu&amp;eacute;m nunca viu milhares de homens, mulheres (at&amp;eacute; as gr&amp;aacute;vidas), crian&amp;ccedil;as, idosos, deficientes e enfermos de todo tipo serem espancados, atingidos com bombas e balas de borracha e depois serem jogados em dep&amp;oacute;sitos insalubres, naquele pa&amp;iacute;s.Isso sem falar de viola&amp;ccedil;&amp;otilde;es de direitos humanos que AINDA n&amp;atilde;o foram totalmente comprovadas.Fiquei pensando sobre que democracia h&amp;aacute; para os flagelados do Pinheirinho. Para aquelas pessoas, a ditadura fica mesmo &amp;eacute; no Brasil. Ali&amp;aacute;s, na visita que lhes fiz na &amp;uacute;ltima segunda&#45;feira essa foi uma das palavras que mais ouvi: &amp;ldquo;ditadura&amp;rdquo;.E por que n&amp;atilde;o seria? Alguma ditadura faria um trabalho &amp;ldquo;melhor&amp;rdquo;? N&amp;atilde;o &amp;eacute; assim que as ditaduras tratam o povo? N&amp;atilde;o &amp;eacute; na bala (nem que seja de borracha, se for), no g&amp;aacute;s pimenta, nas cacetadas no lombo, quando h&amp;aacute; sorte?Voc&amp;ecirc;, leitor, j&amp;aacute; ouviu falar de algo parecido a Eldorado dos Caraj&amp;aacute;s, &amp;agrave; Cinel&amp;acirc;ndia, &amp;agrave; Cracol&amp;acirc;ndia, ao Pinheirinho ou a coisa que o valha, em Cuba? Mesmo se fosse verdade que Cuba deixa um ou outro ativista pol&amp;iacute;tico morrer de fome por vontade pr&amp;oacute;pria, quero que algu&amp;eacute;m me mostre uma &amp;uacute;nica imagem do governo cubano espancando ou matando seu povo no atacado, como por aqui.Onde fica a ditadura, mesmo?Penso que aquela popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Pinheirinho daria a vida para ir morar em um lugar como Cuba, onde teria casa, assist&amp;ecirc;ncia m&amp;eacute;dica, seguran&amp;ccedil;a, educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e respeito do Estado. No entanto, esses jornais que apoiaram a ditadura militar brasileira e suas viola&amp;ccedil;&amp;otilde;es de direitos humanos cobram esses mesmos direitos de&amp;hellip; Cuba!Gostaria de ter dinheiro para pagar a passagem daqueles com os quais estive anteontem para que fossem viver como gente em Cuba, j&amp;aacute; que, por aqui, a sociedade n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m capacidade de ao menos avaliar seu sofrimento enquanto se &amp;ldquo;horroriza&amp;rdquo; com a &amp;ldquo;ditadura&amp;rdquo; cubana.</description>
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
      <dc:date>2012-02-01T15:59:36+00:00</dc:date>
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