22 de Setembro de 2011
A taxa de desemprego para o conjunto de seis regiões metropolitanas do país ficou estável em agosto, variando 6%, leitura idêntica a do mês de julho e inferior à marca registrada em agosto de 2010 (6,7%).
O resultado, divulgado nesta quinta-feira (22) pela PME (Pesquisa Mensal de Emprego) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) foi o menor para agosto desde o início da série, em março de 2002.
A população desocupada chegou a 1,4 milhão de pessoas, estável em relação ao mês anterior. Na comparação com agosto de 2010, registrou um recuo de 10% (correspondendo a menos 160 mil pessoas nessa condição).
A população ocupada em agosto deste ano era de 22,6 milhões, estável na relação com o mês anterior. Na comparação com agosto do ano passado, houve aumento de 2,2%, verificado pelo acréscimo de 488 mil ocupados no intervalo de 12 meses.
O número de trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado chegou a 11 milhões, permanecendo estável na relação mensal. Na comparação com o mesmo período de 2010, verificou-se alta de 7,5%, com 764 mil novos postos de trabalho com carteira assinada em 12 meses.
O rendimento médio real (descontada a inflação) dos ocupados foi de R$ 1.629,40, alta de 0,5% em comparação com julho. Na comparação com agosto do ano passado, o poder de compra dos ocupados cresceu 3,2%.
A PME é realizada nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.
08 de Setembro de 2011
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou que a pasta aumentará em quase quatro vezes o valor investido na área de pesquisa, desenvolvimento e inovação do setor nos próximos quatro anos. Durante o I Encontro com a Comunidade Científica, realizado nesta quinta-feira (8), em Brasília, foi apresentado o plano de investimento, que soma R$ 1,5 bilhão nos próximos quatro anos – R$ 350 milhões por ano. Os recursos serão aplicados em ações estratégicas, definidas de acordo o conjunto de temas prioritários contidos no Plano Plurianual 2012-2015, que alinham a pesquisa nacional às necessidades de saúde do país.
(Confira reportagem completa em http://www.saude.gov.br)
“No momento em que o Ministério da Saúde tem como meta a ampliação do acesso com qualidade a todos os brasileiros, é fundamental o fortalecimento de iniciativas pela pesquisa, desenvolvimento e inovação em saúde”, disse o ministro. Nos últimos quatro anos, o Ministério da Saúde aplicou R$ 400 milhões – o equivalente a 53% de todo o recurso investido no setor no Brasil.
Duas outras medidas lançadas durante o evento prometem acelerar tanto o processo de aprovação de testes com novos medicamentos envolvendo seres humanos no País, quanto a publicação de artigos de pesquisadores brasileiros. São duas plataformas que vão reunir projetos de pesquisa e ensaios clínicos em ambientes informatizados online: a Plataforma Brasil e o Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos (Rebec).
Ainda, durante o evento, foi lançado um curso para o uso racional de medicamentos, que vai qualificar os profissionais de saúde do SUS na assistência aos pacientes. Paralelamente, uma pesquisa em 35 mil domicílios do país vai levantar como o brasileiro tem acesso aos produtos, adere ao tratamento, usa e descarta os medicamentos. Terá início nesse ano e será concluída em 2013.
25 de Agosto de 2011
A taxa de desemprego ficou em 6% em julho, abaixo dos 6,2% apurados em junho. Segundo divulgação do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) desta quinta-feira (25), este é o menor percentual para os meses de julho desde o início da série, em março de 2002.
Segundo o coordenador da pesquisa de trabalho e rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, tradicionalmente no mês de julho há uma grande absorção de mão de obra pela indústria para produtos e serviços no segundo semestre.
No ano, a menor taxa havia sido registrada em janeiro, quando a variação ficou em 6,1%. Em comparação a julho de 2010, houve um recuo de 0,9 ponto percentual, pois a taxa verificada há uma ano era de 6,9%.
Segundo o instituto, o número de pessoas ocupadas nas seis principais regiões metropolitanas do país ficou estável de junho para julho, com 22,5 milhões de pessoas com emprego ante 1,4 milhão de desocupados. Frente a julho do ano passado, apresentou queda de 12,1% (menos 200 mil pessoas a procura de trabalho).
O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado registrou alta de 1,2%, para 10,9 milhões, na comparação com junho. Na comparação anual, houve uma elevação de 7,1%, representando um adicional de 726 mil postos de trabalho com carteira assinada.
O rendimento médio real (descontada a inflação) dos ocupados chegou ao valor mais alto para os meses de julho desde 2002, com a cifra de R$ 1.612,90. A elevação foi de 2,2% na comparação mensal e de 4% ante julho de 2010.
Para o coordenador da pesquisa, houve também uma melhora da qualidade dos empregos criados, já que o número de vagas com carteira assinada aumentou. Segundo Azeredo, os números sobre o mercado de trabalho estão parecidos com os de 2010, quando a economia brasileira estava aquecida e cresceu 7,5%.
"Estamos no ano de 2011 em um patamar muito semelhante ao de 2010. A economia estava muito aquecida no ano passado. Então, não estamos com a economia prejudicada agora, é porque há uma elevada base de comparação. Estamos mantendo o mesmo patamar do ano passado", ressaltou Azeredo.
Os dados são da Pesquisa Mensal de Emprego, verificados nas cidades de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.
16 de Agosto de 2011
Dados divulgados nesta terça-feira (16) pelo Ministério do Trabalho mostram que nos primeiros sete meses de 2011 foram criados quase 1,6 milhão de empregos com carteira assinada no Brasil. Os números são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).
Os principais setores responsáveis pelo desempenho foram o de serviços (45.961), comércio (28.538), construção civil (25.632) e indústria de transformação (23.610).
A região Sudeste, novamente, é a principal responsável pela geração de emprego. Segundo os dados, foram criados 69.201 postos de trabalho. Já a região que criou menos postos de trabalho foi o Centro-Oeste, com 12.479.
De janeiro de 2003 a julho de 2011 (governos Lula e Dilma), foram gerados 16,977 milhões de postos de trabalho.
27 de Julho de 2011
O Brasil pretende conceder, até 2014, até 100 mil bolsas de intercâmbio para estudantes e pesquisadores em modalidades que vão do nível médio ao pós-doutorado. Desse total, 75 mil ficarão a cargo do governo federal e 25 mil, da iniciativa privada. A meta é incentivar a inovação tecnológica do País e o registro de patentes.
A iniciativa é parte do programa Ciência sem Fronteiras, que foi lançando nesta terça-feira (26) durante a 38a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), em Brasília, pela presidenta Dilma Rousseff.
O programa vai aumentar a presença de estudantes e pesquisadores brasileiros em instituições de excelência no exterior e fomentar o conhecimento inovador dos trabalhadores para impulsionar a competitividade da indústria nacional (conheça o programa no link)
Para isso, o governo federal vai investir R$ 3,16 bilhões em 35 mil bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e em outras 40 mil da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
Durante a cerimônia, a presidenta Dilma frisou que o programa fará o Brasil atingir outro patamar na área de ciência, tecnologia e inovação e que esses estudantes, ao retornarem ao País, formarão a nova base de pensamento educacional.
Ouça aqui a íntegra do discurso da presidenta Dilma
Segundo o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, a preocupação inicial é favorecer áreas de conhecimento consideradas prioritárias, como as de engenharia, ciências exatas, biológicas e da saúde, além da computação e tecnologia da informação. “Enquanto a Coreia [do Sul] tem um engenheiro para cada quatro formandos, o Brasil tem uma proporção de um para cada 50 formandos”, argumentou o ministro.
Atualmente, apesar de ocupar a 13ª posição no ranking mundial de produção científica, o Brasil está em 47ª lugar no de inovação. Mesmo considerando como "precários" esses indicadores, o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, afirma que eles mostram de forma clara a necessidade de o País avançar nos incentivos a bolsas de estudo, como o previsto no Programa Ciência sem Fronteiras.
As áreas selecionadas pelo programa são Ciências da Saúde, Ciências da Vida e Engenharia e Tecnologias. Pelo programa, 27.100 bolsas serão destinadas à graduação; 24.600 para doutorado de um ano; 9.790 para doutorado integral; e 8.900 para pós-doutorado. Além disso, 2.660 vagas serão reservadas para estágio sênior de seis meses; 700 delas para treinamento de especialistas de empresas no exterior; 860 para jovens cientistas de grande talento; e 390 para pesquisadores visitantes especiais no Brasil. O governo espera que a iniciativa privada participe do programa com outras 25 mil bolsas de estudo, totalizando 100 mil.
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